Gaudenzi começa a mudar cúpula da Infraero

Quinze dias após assumir, presidente da estatal anuncia troca em três diretorias e vai alterar mais duas

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2018 | 00h00

Quinze dias após assumir a presidência da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi anunciou ontem as primeiras trocas na cúpula da estatal. Os três novos diretores tiveram suas indicações confirmadas em reunião do Conselho de Administração da empresa, presidido pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. Os indicados são Cleonilson Nicácio Silva (Operações), Raimundo Miranda Souza (Administração) e Severino de Rezende Filho (Engenharia).Gaudenzi informou que completará a renovação do comando da estatal na semana que vem, quando divulgará os dois últimos nomes que assumirão as diretorias financeira e comercial. "As três indicações são absolutamente técnicas", disse Gaudenzi. O brigadeiro Cleonilson Nicácio Silva vai substituir Rogério Barzellay na diretoria de Operações. Com a troca, voltará a ocupar essa função um militar, como tradicionalmente ocorria antes de Barzellay, um civil e afilhado político do PMDB. Ele ocupou a vaga do ex-presidente da estatal, o brigadeiro José Carlos Pereira, que foi deslocado da diretoria de Operações para a presidência, após a saída do deputado Carlos Wilson, e saiu há duas semanas para entrada de Gaudenzi. O brigadeiro Nicácio respondia pela chefia do Estado-Maior de Defesa. O engenheiro Raimundo Miranda Souza assumirá o lugar de Marco Antônio de Oliveira, o mesmo que afirmou no dia 30 de março, durante festa de casamento da filha de Leur Lomanto (diretor da Anac), que seria o substituto de Pereira na presidência da empresa. Oliveira disse também durante a celebração que era muito querido na empresa. Souza era assessor especial do Ministério da Defesa e foi levado para o cargo pelo ex-ministro Waldir Pires, com quem também trabalhou por algum tempo na Controladoria Geral da União (CGU). Por fim, Gaudenzi substituiu Eleuza Terezinha Lores por Severino de Rezende Filho, na diretoria de Engenharia. No currículo, Rezende Filho que é engenheiro civil, traz passagens por empresas privadas de construção civil como a Constrans S.A.. Foi responsável por projetos na Brasil Ferrovias e participou da equipe de assessoria técnica do projeto da Ferronorte. Eleuza, por ocupar a diretoria responsável pelo planejamento das obras de recuperação dos aeroportos iniciadas em 2003 pela Infraero, foi um dos principais alvos das duas CPIs do Apagão Aéreo da Câmara e do Senado. Os parlamentares fizeram duras críticas a ela pelo fato de as obras terem priorizado o "embelezamento" dos terminais de passageiros em detrimento das obras de segurança e recuperação das pistas e pátios dos aeroportos. O presidente da Infraero afirmou que a substituição de toda a diretoria não foi motivada pelas denúncias e processos de investigação abertos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU) ou pelas apurações das CPIs que atingem os ex-ocupantes dos cargos. "Estou chegando e quero montar a minha equipe e a minha forma de trabalho é dar total liberdade para que eles (diretores) formem as suas equipe, que também deverão ter perfil técnico." "E eu cobrei dos diretores", completou.

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