Gaudenzi quer rever divisão de tarifas com agências de turismo

O presidente da Infraero também disse que pretende analisar contratos de publicidade firmados pela estatal

Tânia Monteiro, do Estadão,

21 de agosto de 2007 | 14h07

O presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, disse que vai estudar como é feita a distribuição dos recursos oriundos das taxas de embarque, assim como as taxas de permanência das aeronaves nos aeroportos, que ele considera baixas.   Veja também: CPI do Senado aprova quebra de sigilos de Denise Abreu Gaudenzi admite irregularidades na Infraero e anuncia trocas Sistema de vôo brasileiro opera no limite, diz sargento Sargento diz que, com motim, controladores se 'defenderam' Relação com aeronáutica está pior, diz controlador de vôo Mulheres protestam na CPI contra prisão de controladores   Segundo Gaudenzi, as agências de turismo que vendem as passagens reclamam que devem ter participação na taxa de embarque, que atualmente é distribuída entre a Infraero e a Aeronáutica. Em relação à taxa de permanência nos aeroportos, Gaudenzi defende que quanto mais tempo a aeronave permanecer no pátio do aeroporto, mais caro a companhia aérea deve pagar por isso. Esses temas serão analisados pela nova diretoria comercial, já que são uma grande fonte de recursos da Infraero.   Gaudenzi que depôs na CPI do Apagão Aéreo no Senado, anunciou ainda que no máximo em 15 dias quer concluir a substituição das diretoras na Infraero e das superintendências regionais. Segundo ele, a idéia é que apenas funcionários de carreira da empresa ocupem cargos de superintendente. Atualmente, do oito superintendentes, seis são de carreira e dois, do Rio de Janeiro e São Paulo, não pertencem ao quadro da empresa.   Gaudenzi disse também que vai rever os contratos de mídia (vendas de espaço para publicidade)que existem nos aeroportos. Segundo o presidente da Infraero, os contratos em vigor serão cumpridos, mas ele quer analisar tudo, porque as informações que tem é de que os espaços custaram muito caro à empresa. "Não sei se foi um bom negócio. Mas uma vez que foi comprado nós temos que usar para que a Infraero receba a sua parte.   Gaudenzi disse que quer que a Controladoria Geral da União (CGU) trabalhe ao lado da Infraero, "o tempo todo", porque na sua avaliação não adianta saber se houve um desvio somente daqui a cinco anos. "O que interessa é saber o quanto antes para que os responsáveis sejam punidos", afirmou.

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