Gaviões e Mancha fazem acordo de cavalheiros

Nos campos de futebol, o risco de integrantes das torcidas uniformizadas Gaviões da Fiel e Mancha Verde se encontrarem deixa sempre as autoridades preocupadas. No carnaval de São Paulo, para não dar motivos para serem proibidos de desfilarem juntos no Grupo Especial de São Paulo, os diretores das uniformizadas tomaram a iniciativa e selaram um acordo de cavalheiros para evitar confusões e brigas no dia da apuração. O cavalheiro, neste caso, a bem da verdade, é Paulo Serdan, presidente da Mancha Verde, que abre mão do direito de a escola estar presente no sambódromo no dia da apuração. "Montamos um telão na sede da torcida e os torcedores assistem lá. A Gaviões está no samba há mais tempo do que a gente e respeitamos o direito deles virem torcer", diz Serdan, que nem pensa em rever o acordo. Ontem, na apuração, torcedores da Gaviões pareciam fora de sintonia com o restante do clima no sambódromo, acompanhando os votos como se estivessem em um campo de futebol. Cantavam músicas em que faziam apologia à briga e ameaçavam em coro "dar porrada" em todo mundo se a escola não ganhasse. Ao mesmo tempo, a massa de torcedores não conseguia levar adiante a letra do samba-enredo da Gaviões.

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