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Giampiero Sposito/Reuters
Giampiero Sposito/Reuters

Gays conseguem tratamento VIP com o papa Francisco

Pela 1ª vez na história da Igreja Católica, grupo de ativistas dos direitos homossexuais foi recebido por um pontífice no Vaticano

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 12h35

CIDADE DO VATICANO - Pela primeira vez na história da Igreja Católica um grupo de católicos norte-americanos que luta pelos direitos homossexuais recebeu tratamento VIP em uma audiência com o papa Francisco. O encontro, que reuniu 50 gays, foi realizado nesta quarta-feira, 18, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

"Isso é um sinal do movimento provocado pelo efeito Francisco", disse a irmã Jeannine Gramick, co-fundadora do Ministério New Ways, que reúne homossexuais católicos e promotores dos direitos gays.

Segundo Gramick, nos papados anteriores ao de Francisco, com João Paulo II e Bento XVI, o tratamento à comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) era totalmente diferente. "Eles nos ignoravam", afirmou.

Desta vez, um bispo norte-americano e um alto funcionário do Vaticano apoiaram o pedido da organização e, pela primeira vez, participaram de uma reunião presencial com outros grupos representativos da Igreja. 

Quando o papa chegou, o grupo gay da igreja cantou a canção "Todos são bem-vindos", um hino que simboliza o desejo de uma Igreja Católica mais inclusiva.

A lista de participantes divulgada pelo Vaticano menciona apenas "um grupo de pessoas acompanhados por uma irmão", mas não cita que eles eram membros de uma organização de direitos gays.

"O que isso diz é que há movimento em nossa Igreja. Movimento que dá boas vindas às pessoas que estão excluídas, longes, para o interior da religião", disse Gramick.

Alguns meses depois da sua eleição, o papa Francisco fez sua famosa observação sobre como ele não poderia julgar os homossexuais que tem boa vontade e estão procurando Deus. No entanto, não mostrou nenhum sinal de que a igreja vá mudar sua lógica de ensinamentos de que, embora a homossexualidade não seja pecado, os atos dos gays são.

Em outubro, bispos de todo o mundo se encontraram em Roma para debater questões preocupantes a respeito das famílias, que apresentou um relatório apelando para uma aceitação maior dos gays na religião.

O pedido foi retirado da versão final do documento após as críticas de bispos mais conservadores. A segunda e última reunião sobre a família católica está prevista para outubro deste ano. O diretor-executivo do Ministério New Ways disse que a tendência é casais de lésbicas e famílias formadas por gays católicos devem ser convidados para reunião para dar seu testemunho aos bispos sobre sua fé e sexualidade./REUTERS 

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