GCMs ameaçam largar funções se projeto passar

Eles dizem que vão parar de abordar moradores de rua e camelôs se bônus para PMs não se estender à categoria

Diego Zanchetta, O Estadao de S.Paulo

06 Agosto 2009 | 00h00

O Sindicato da Guarda Civil Metropolitana (SindiGuarda) promete incentivar a corporação a paralisar atividades designadas nos últimos dois anos à GCM - como o combate aos camelôs e a abordagem de moradores de rua - caso a Câmara Municipal aprove o projeto do Executivo que autoriza gratificações de até 100% sobre o salário de PMs da capital que trabalham em operações conjuntas com o Município. Com salário base de R$ 837, os 6.500 GCMs argumentam não ter aumento real há 12 anos. Eles reivindicam a extensão da proposta de gratificação aos policiais do Estado para a categoria."Essa proposta foi um tapa na cara de todo guarda que passou a acumular o combate ao camelô e a abordagem dos moradores de rua. Qualquer guarda que ficou sabendo hoje da proposta do prefeito ficou abatido. Por isso, somos contra essa gratificação ao servidor estadual. A Prefeitura já conta com uma policia própria", argumentou Clóvis Roberto Pereira, diretor do SindiGuarda. Desde novembro de 2007, um decreto do prefeito Gilberto Kassab (DEM) determina que a GCM também deve atuar no combate ao comércio informal.SERVIÇOS POR FORASegundo o diretor, atualmente mais da metade da categoria tem de realizar serviços fora do horário de trabalho, os chamados "bicos", como forma de aumentar a remuneração. "O governo diz que vai dar bônus para a PM parar de fazer bico. Ora, é só olhar para a própria casa nessa hora. Os guardas também precisam ficar buscando trabalho fora do expediente, não dá para sobreviver com o salário nosso", acrescentou o sindicalista.Defensora do projeto de gratificações aos PMs, a base governista no Legislativo diz que, em setembro, a reorganização da carreira da GCM, criada em 1986, começará a ser discutida, com possibilidade de concessão de aumentos e da formulação de um plano de carreiras e salários.

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