General do Dnit convence caiapós a liberar BR-163

Fechada desde dia 12, estrada é reaberta mas índios cobram do governo uma estrada e melhorias na saúde e na educação

Carlos Mendes, O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2011 | 00h00

BELÉM

Ao final de uma reunião tensa, de três horas, o general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, novo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), conseguiu dos índios caiapós a liberação da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) na região de Novo Progresso. Ela estava bloqueada desde o dia 12.

Aquele trecho está sendo asfaltado, mas os índios cobram promessas feitas pelo governo federal de compensar os impactos ambientais da obra com benefícios nas áreas de saúde, educação e melhorias dos ramais de acesso às suas aldeias. Como nenhuma promessa foi cumprida, os índios paralisaram a obra, apreenderam as máquinas e chegaram a incendiar uma ponte.

Negociação. O general Fraxe chegou à área em um helicóptero da Força Aérea Brasileira, acompanhado do presidente do Ibama, Curt Trennepohl, e do diretor da Funai, Aloysio Guapindaia. O acordo foi feito na sexta-feira e no sábado de manhã os índios liberaram as máquinas.

No início do encontro, o general foi interrompido por um líder caiapó que explicou o motivo do bloqueio e, aos gritos, chamou o governo de mentiroso. "Ficam todos nesta sala até resolver o problema. O Ibama liberou Belo Monte para o branco, então libera a licença para o índio ter estrada", afirmou ele, de arma na mão. Foi-lhe prometido que a estrada seria iniciada em seguida.

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