Gil e Caetano surpreendem, cantam juntos e esquentam carnaval baiano

Apresentação de Caetano Veloso não estava programada e levou multidão ao delírio

Cleusa Duarte, Especial para o Estado

25 Fevereiro 2017 | 11h14

SALVADOR - O circuito multicultural de Salvador, o Pelourinho viveu no final da desta sexta-feira, 24, o melhor do carnaval. No Palco do largo do Centro Histórico uma homenagem aos cinquenta anos da Tropicália reuniu José Carlos Capinam, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Alexandre Leão, Claudia Cunha e Moreno Veloso no mesmo palco. 

Uma das maiores expressões do tropicalismo, Caetano não estava programado oficialmente para se apresentar. Ele disse, que não havia ensaiado e seria tudo no improviso, mas o delírio da multidão presente foi geral. Para encerrar o cantor e compositor cantou “alegria, Alegria” acompanhado pelo publico e recebeu de volta “Fora Temer, Fora Temer”.

“Eu agradeço muito por estar aqui, nem me organizei para tocar, mas vim. Dei uma passadinha porque eu adoro carnaval e tenho orgulho do Tropicalismo. Meu filho vai tocar e Gil vai cantar e pronto, tá perfeito”, disse Caetano, antes de subir ao palco.Depois de mais alguns ritmos Gilberto Gil foi chamado e ovacionado pelo público formado de uma mistura de fãs nativos, de outros estados  e internacionais. Em seguida cantou “Soy Louco por ti América”, uma parceria de Gil/Capinam e interpretada primeiramente por Caetano. No repertório ainda constaram Marginália II, Domingo no Parque e Toda Menina Baiana.

“A Tropicália  deu espaço para muitas vertentes no carnaval baiano, como os blocos afros, a axé music. É maravilhoso receber essas homenagens e participar dessas homenagens,” disse Gil.Após a participação de Gil, Moreno Veloso, filho de Caetano, deu continuidade à apresentação, executando, ao lado de Cláudia Cunha, músicas em homenagem ao Olodum e ao Ilê Aiyê.

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