Gil Rugai aguarda alvará de soltura para sair da prisão

O estudante Gil Rugai, de 22 anos, ainda não saiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Acusado de matar o pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitino, em 28 de março de 2004, para encobrir um desfalque que teria dado na empresa da família, ele está preso desde abril de 2004 e obteve o habeas-corpus para aguardar seu julgamento em liberdade nesta terça-feira. O jovem, que nega a autoria do crime, continua no cadeião pois seu alvará de soltura ainda não foi assinado pelo juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha, do 5º Tribunal do Júri.A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que Gil está preso há mais tempo do que deveria, o que viola o preceito da dignidade da pessoa humana. "A jurisprudência do STF salienta que nada pode justificar a permanência de uma pessoa na prisão sem culpa formada (sem condenação), quando configurado excesso irrazoável no tempo de sua segregação cautelar", afirmou o ministro Celso de Mello, que propôs a concessão do habeas-corpus. O alvará de soltura chegou de Brasília nesta tarde, mas ainda precisa ser assinado por Zorzi para que seja consolidada a libertação de Rugai. O estudante já está pronto para deixar o Cadeião de Pinheiros. Ele foi separado dos outros detentos e aguarda em uma cela separada.

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