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Gil Rugai nega que tenha matado o pai e a madrasta

Gil Greco Rugai, de 20 anos, que se entregou à polícia nesta terça-feira, negou que tenha matado seu pai, o publicitário Luiz Carlos Rugai, de 40 anos, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, de 33 anos. O interrogatório ainda não terminou mas, para a polícia, o caso está praticamente encerrado, apesar de ainda restar dúvidas sobre detalhes do crime. O rapaz foi indiciado no inquérito sob a acusação de duplo homicídio. As buscas ao homem mais procurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) terminaram às 17h10. Os policiais aguardavam o suspeito desde as 16 horas no lugarmarcado por seu advogado para a entrega: a entrada principal do estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo. Chovia muito. Por causa do atraso, os investigadores pensaram que mais uma vez Gil Greco não ia aparecer. Desta vez, porém, foi diferente. Acompanhado pelo advogado Fernando José da Costa, o acusado chegou. Vestia um terno escuro, foi algemado e posto no compartimento de presos de um carro do DHPP."No que diz respeito a Gil Rugai, o caso está encerrado" afirmou o delegado Armando de Oliveira Costa Filho, diretor da Divisão de Homicídios. O motivo que leva os policiais a não ter dúvidas da participação do filho no assassinato do pai são osindícios e provas do inquérito. "Ele vai ter de se explicar muito bem", disse o delegado. A mais recente prova contra o acusado é um bilhete no qual se constata que Gil fizera uma pesquisa de preços para comprar uma pistola. Ali estão descritos preços de armas de calibres diversos como o 380 e o 45.O acusado também perdeu o principal álibi apresnetado. O rapaz dizia que estava jantando na hora do crime com uma amiga. A moça foi ouvida econtou que Gil telefonou-lhe na noite do crime para que fossem a um restaurante nos Jardins. Ela passou na casa do amigo e eles saíram. O problema é que isso ocorreu às 23 horas, duas horasdepois de o casal ter sido morto. "É algo que pode ser grave: matar o pai e sair para jantar", resumiu a promotora Mildred Gonzalez Campi, da 5.ª Vara do Júri.

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