Gilmar Mendes cobra eficácia no combate ao crime organizado

No Rio, presidente do STF diz que União também é responsável pelo controle da violência, não apenas Estado

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2009 | 14h32

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, cobrou nesta terça-feira, 20, uma ação nacional mais eficaz no combate ao crime organizado e disse que a responsabilidade pelo controle da violência no Rio de Janeiro não é restrita às autoridades do Estado. "Estou convencido de que o Brasil tem que ter um programa sério, digno deste nome, de segurança pública. Os senhores têm no Rio uma questão básica, o uso de armamentos pesados que foram importados ilegalmente. Isso passou pela fronteira, não é um problema basicamente do Rio, mas de falta de controle. Precisa de articulação", afirmou o ministro.

 

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Mendes esteve na cidade para assinar um termo de cooperação com o Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014 que prevê a participação de ex-presidiários nas obras para o campeonato de futebol, que será realizado no Brasil. O presidente do Supremo evitou comentar a guerra entre facções iniciada na madrugada de sábado, no Morro dos Macacos, na zona norte carioca, onde um helicóptero da Polícia Militar foi derrubado por tiros de traficantes. Há uma responsabilidade nacional, não podemos imputar apenas às autoridades locais", disse Gilmar Mendes.

 

O ministro defendeu algum tipo de atuação das Forças Armadas e citou a discussão sobre a criação de um fundo específico para combate à violência. "Falamos até de um Fundef (fundo destinado ao ensino fundamental) para a segurança pública. Não se trata apenas de subsidiar o Rio de Janeiro ou repassar recursos. Temos que discutir até mesmo, em algum tópico, o emprego das Forças Armadas em matéria de segurança pública", afirmou.

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