Gisele, Jesus mais Hilbert, é a Colcci

Grife põe os belos na passarela e promove ''espetáculo'' bem-sucedido

Deborah Bresser, Eduardo Diório, Andressa Zanandrea, O Estadao de S.Paulo

18 de junho de 2009 | 00h00

A estratégia da Colcci de trazer para sua passarela famosos do calibre de Gisele Bündchen, Rodrigo Hilbert e Jesus Luz (o suposto namoradinho da Madonna) sempre funciona para chamar a atenção. Não foi diferente ontem, com a top abrindo a cena, novamente, mais bem-humorada do que de costume. Veio com microvestidinho de babados, com patchwork de xadrez. Confira programação do SPFWHilbert veio em seguida, com camisetão puído, desconstruído, como foi parte da coleção da Colcci, em que se destacaram tricôs esgarçados e sobrepostos a leggings de renda. Jesus, que era aguardado como pop star, entrou de cara amarrada, cheio de panos. Melhor na segunda passagem, de suspensório e tórax nu. A 27ª edição da SPFW começou em clima de Paris é aqui. Quem chega à Bienal do Ibirapuera sente o clima de glamour proposto pelo tema do evento, Paixão Passion, que faz homenagem ao Ano da França no Brasil. A cenografia colabora e cortinas de veludo vermelho e palavras em francês escritas pelas paredes também reforçam a influência francesa. No 3º andar há uma mostra com os vestidos de alta-costura da coleção de Bethy Lagardère, a ex-modelo mineira que se tornou uma espécie de embaixadora do Brasil na França, e que também é homenageada nesta edição, cuja visita é fechada aos convidados - e imperdível. Dá bem para entender, vendo cada modelo, por que a moda francesa tem a importância que tem. Tudo é impecável. Para o público em geral (a galera que vai à Bienal, mas não tem convite para os desfiles), desta vez a SPFW abriu a possibilidade de conferir a exposição, no térreo, de peças criadas por nove novos estilistas do mundo todo, incluindo o brasileiro radicado na França Gustavo Lins.Nas passarelas, pelo menos na abertura, a meca da moda não serviu de referência. Ao contrário, foi o brasileiríssimo carnaval que deu o tom do primeiro desfile da temporada, da Osklen. Oskar Metsavath, diretor criativo e dono da marca, sempre procura os ícones do Rio como inspiração. O risco era iminente, já que a festa é marcada pelo exagero visual e sonoro. Mas o que se viu na passarela foi um samba chique, batucada contundente de trilha, e peças que usavam a modelagem da t-shirt como referência principal. No abre-alas, camisetas de tule transparente em cores do arco-íris formavam sobreposições com regatas e shorts brancos. Oskar usou as cores da Mangueira, o verde e rosa, como referência para criar listras e estampas. As cores e o brilho foram ficando intensos, até culminar no moletom de paetê prata e dourado. O brilho está liberado no verão.Na sequência, a estilista Priscilla Darolt disse que levaria o cinema iraniano à passarela. Ela cortou, recortou, cortou de novo e sobrepôs os pedaços de tecido para construir sua coleção, especialmente em coletes e blazers acinturados. A assimetria dá o tom. O look é casaco com bermuda. Abotoamentos como dobraduras e origamis que formam golas diferenciam as peças. O melhor fica para os florais plissados, de um ombro só, e golas com volumes. Os macacões frente-única e salopetes idem dançam no corpo, com a cintura alargada além da conta. A V.Rom, do estilista Igor de Barros, grife especializada em moda masculina, mais uma vez apostou na alfaiataria. O destaque foi a nova modelagem proposta para as calças dos rapazes, com comprimento abaixo dos joelhos.A quarta-feira na Bienal teve ainda os desfiles de Paola Robba (ex-Poko Pano) e Uma (por Raquel Davidowicz).

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