GMs vão à Justiça contra Estatuto do Desarmamento

Guardas municipais das cidades paulistas com menos de 50 mil habitantes estão recorrendo à Justiça contra a medida provisória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que as incluiu na proibição do porte de armas prevista no Estatuto do Desarmamento.O principal argumento é o caráter discriminatório da medida, em vigor desde 23 de dezembro último. "Bandido não escolhe o tamanho da cidade", disse o prefeito de Iperó, Marcos Andrade (PFL).O movimento ganhou força depois que dois guardas municipais de Rio Claro, na região de Campinas, foram mortos a tiros por bandidos, na semana passada. Os GMs Antonio José Bonaldo, de 53 anos, e Irineu Roberto Braga, de 39, trabalhavam desarmados. Apesar de não estar incluída na proibição por ter mais de 50 mil habitantes, a guarda de Rio Claro, por força do seu próprio estatuto, não usa armas.O Estado de São Paulo tem cerca de 350 guardas municipais e 83% estão em cidades com menos de 50 mil moradores, segundo a Associação Nacional dos Profissionais de Segurança Pública (ANPSP).

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