Goiás contabiliza 18 mortos no acidente com Boeing da Gol

O Estado de Goiás contabilizou 18 mortos no acidente com o Boeing da Gol no último dia 29. Hoje, passados 15 dias de dor, sofrimento e a destruição de sonhos e planos, os goianos acreditam que uma das mais tristes conseqüências do acidente com o Boeing 737-800 da Gol, chegou ao final - a fase dos reconhecimentos de corpos e enterros das 18 vítimas goianas do Vôo 1907.No último sábado, em duas cerimônias fúnebres, foram enterrados os corpos do serventuário da Justiça, Agamenon Moreira de Araújo, de 40 anos de idade, e do especialista em Informática, Rafael Brasil de Almeida Barreto, de 29 anos - o último a ser reconhecido.Agamenon Moreira, que foi enterrado no último sábado no Cemitério Municipal de Formosa, distante cerca de 260 quilômetros de Goiânia, trabalhava em Manaus e embarcou com destino a Formosa com dois planos na mala: visitar os quatro filhos e iniciar o processo de mudança de sua família.Outro goiano, Rafael Brasil de Almeida Barreto, de 29 anos, que foi identificado ontem pelo IML em Brasília, embora nascido em Goiânia, morava em Manaus há um ano e foi enterrado também no último sábado. Rafael foi a 18ª vítima, entre os passageiros goianos, no choque entre o Boeing da Gol e o jato Legacy, produzido pela Embraer.AssociaçãoAgora, reunidos em torno da Associação das Vítimas do Vôo 1907, uma nova fase começa - a dos processos judiciais de indenizações. De acordo com o empresário Jorge André Cavalcanti, 40 anos, que era tio de Carlos Cruz, de Anápolis (GO), na próxima segunda-feira será realizada uma reunião, no Hotel San Marco, em Brasília, onde será traçada a diretriz de ação da comissão: "Nós vamos lutar, até o fim, pelas reparações a que cada família tem direito", disse ele. "Nada substituirá as vidas que foram eliminadas no acidente mas também não há motivos suficientes para recuarmos", afirmou.

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