Goiás quer garantir financiamento para a Celg

Governador eleito deve ir a Brasília para garantir que empréstimo-ponte de R$ 3,7 bilhões para a empresa seja liberado

Rubens Santos ESPECIAL PARA O ESTADO GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2010 | 00h00

O governador eleito de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vai questionar, na Eletrobrás, os termos do contrato e o destino do empréstimo-ponte de R$ 3,728 bilhões para recuperação da maior estatal goiana, a Celg. O contrato foi assinado no mês passado, no calor das disputas do segundo turno, mas fontes extraoficiais informaram o PSDB que o dinheiro ainda não foi e nem será repassado à Celg.

"Há informações de que o dinheiro, para sanear a Celg, não vem", disse o deputado estadual Daniel Goulart (PSDB), um dos coordenadores políticos da campanha de Perillo e membro do grupo que forma o governo de transição. "Há, também, rumores de que o dinheiro não vai sair porque a Celg será federalizada. Então, vamos a Brasília, imediatamente, para trabalhar um plano de saneamento financeiro e impedir o processo de federalização", acrescentou.

Oficialmente, o governo goiano confirmou que os recursos ainda não foram liberados. "Há uma expectativa de liberação do dinheiro nesta semana", afirmou Vassil Oliveira, chefe da assessoria de imprensa do Palácio das Esmeraldas.

O engenheiro Carlos Silva, presidente da Celg, explicou que o empréstimo-ponte tem duas fases iniciais. Na primeira, são liberados R$ 750 milhões, pela Caixa Econômica Federal, para pagamento de ICMS devidos pela Celg ao Estado de Goiás. Com o dinheiro, afirmou, a companhia energética economiza R$ 380 milhões, somente com o desconto no pagamento de juros e multas.

A partir do pagamento do ICMS atrasado, a Celg recebe a primeira parcela do empréstimo-ponte, no valor de R$ 1,2 bilhão, do BNDES. "Acreditamos que o dinheiro da Caixa está prestes a ser liberado", disse o presidente da Celg. "O processo é transparente."

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