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Goiás registra 614 vítimas do césio 137

O governo de Goiás já cadastrou 614 vítimas do acidente radioativo com o césio 137, ocorrido em 1987. Esse grupo inclui vítimas até a terceira geração, com atendimento extensivo aos seus ascendentes. Essas 614 pessoas estão divididas em três grupos: 44 do grupo 1, 54 do grupo 2 e 516 do terceiro grupo. As vítimas dos grupos 1 e 2 foram os que sofreram maior grau de contaminação radioativa. Fazem parte do grupo 3 os profissionais e voluntários que trabalharam na contenção do acidente, e os vizinhos do foco de contaminação. A Superintendência Leide das Neves (Suleide), órgão que faz o acompanhamento médico das pessoas que foram expostas aos efeitos do césio, é o órgão do governo encarregado de prestar assistência às vítimas do acidente. Das 614 pessoas cadastradas, 140 recebem todo tipo de assistência, que vai do acompanhamento médico e odontológico até a assistência psicológica e fisioterapêutica. Mas nem todos do grupo recebem cuidados de forma adequada. "É um trabalho difícil, porque muitas pessoas nem comparecem", conta a médica Maria Paula Curado, responsável pela superintendência.A Suleide anunciou que, a partir deste ano, os profissionais e voluntários que trabalharam na época do acidente em contato direto com as vítimas ou na remoção dos rejeitos radiativos para o depósito definitivo, localizado em Abadia de Goiás, que fazem parte do grupo 3, também terão acompanhamento médico, iniciado no segundo semestre. Dentro dos procedimentos de rotina para o acompanhamento desses pacientes estão a realização de exames médicos e de laboratório.

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