Gol continua com a maioria dos vôos atrasados

Segundo a Anac, apesar dos atrasos observados, o índice de atrasos no Brasil para dezembro é inferior a 2007

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

24 de dezembro de 2008 | 12h33

A empresa aérea Gol vem liderando o índice de vôos atrasados nos principais aeroportos do país nos últimos dias, segundo boletins da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Dos 965 vôos programados até as 13 horas desta quarta-feira, 24, a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) registrou atrasos em 139 deles, o que representa 14,4% do total. O índice de cancelamentos chegou a 9,7%, contabilizando 94 decolagens canceladas.   Veja também:  Confira a situação dos aeroportos no site da Infraero   Segundo boletim da Infraero, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, teve 30 cancelamentos e apenas um vôo estava com atraso no período. Em Guarulhos, o Aeroporto de Cumbica estava com seis cancelamentos e 27 atrasos, de um total de 108 vôos marcados.   As empresas aéreas Gol e TAM acumulavam 28 atrasos e 50 cancelamentos. De acordo com a Infraero, 36 vôos da Gol foram cancelados e outros 65 estavam com atrasos de mais de meia hora, de um total de 292 programados. A TAM contabilizava 14 cancelamentos e 32 atrasos, do total de 361 previstos.   Segundo a Anac, apesar dos atrasos observados na Gol, o índice de atrasos no Brasil para o mês de dezembro é 29% inferior ao de dezembro de 2007. O índice de cancelamentos de vôos nos primeiros quatro dias da Operação Feliz 2009 manteve-se na média do segundo semestre do ano, ficando em 2,7%, metade dos 5,6% registrados ao longo do mês de dezembro de 2007.   Por conta disso, o Procon de São Paulo e a Agência Nacional e Aviação Civil (Anac) notificaram a companhia aérea, detentora de 35% do mercado doméstico, a prestar esclarecimentos sobre transtornos enfrentados por passageiros nos principais aeroportos do País às vésperas do Natal.As ações têm objetivos distintos.   O Procon pretende apurar as denúncias de desrespeito à lei do call center, que desde o dia 1º estabeleceu regras mais rígidas para os serviços de atendimento ao cliente, e quebras unilaterais de contrato - nesses casos, as queixas vão desde cancelamento do vôo minutos antes do embarque até mudanças de dia e horário da viagem. O prazo para que a empresa apresente as alegações termina hoje. "Decidimos agir menos em razão da quantidade de reclamações e mais pela suspeita de um problema coletivo", disse o diretor de Atendimento do Procon, Evandro Zuliani. As futuras medidas, diz ele, vão depender da resposta da empresa. "Pode gerar desde reuniões para tratar de questões pontuais até autos de infração."   A atuação da Anac, por sua vez, deve focar tanto passageiros quanto aspectos operacionais. A agência determinou que a Gol aumente imediatamente suas posições de check-in nos Aeroportos do Galeão (RJ), Brasília (DF) e Guarulhos (SP), os três mais movimentados do País. A companhia informou à Anac que já havia ocupado todos os guichês disponíveis em Cumbica e se comprometia a colocar mais funcionários nos outros dois terminais. Anteontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, já havia responsabilizado a Gol pelos atrasos. Ele afirmou que o corte de pessoal impossibilitou a empresa de dar conta do aumento da demanda no período de férias.   A Anac prometeu ainda intensificar a fiscalização nas filas de check-in da Gol e sobre informações repassadas a passageiros. Caso os atrasos persistam, a direção da agência deverá se reunir com representantes da empresa na sexta-feira para "rediscutir a malha aérea". A nota distribuída ontem chega a lançar uma advertência velada à empresa: "A análise sobre os problemas da Gol/Varig neste período de fim de ano poderá levar até mesmo ao cancelamento de vôos já autorizados".   (Com Bruno Tavares, de O Estado de S.Paulo)   Texto atualizado às 13h10

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