Gol entra na ponte aérea com preços mais baixos

Com um filme publicitário em horário nobre da Rede Globo, a Gol Transportes Aéreos lança campanha hoje promovendo a entrada oficial na ponte aérea Rio-São Paulo, entre os aeroportos de Congonhas (zona sul de SP) e Santos Dumont (centro do Rio). Serão 24 vôos diários, a partir de domingo. Segundo o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Jr., a Gol terá a tarifa mais econômica do mercado, com preço médio de R$ 150 (só ida). A companhia espera ocupação média de 60% a 65% dos assentos. Constantino acha que a ponte aérea vai responder por cerca de 16% da receita da empresa este ano. Explicou que parte dos ?slots? (autorização para pouso e decolagem) da Gol, no Santos Dumont, veio da Transbrasil. Em Congonhas, a Gol terá novos ?slots?. A empresa vinha testando a nova rota em vôos nos fins de semana, enquanto aguardava a autorização do Departamento de Aviação Civil (DAC) para a operação diária. A Gol pretende atrair passageiros do mercado corporativo e pessoas que não costumam viajar de avião, seduzidas pelo preço mais competitivo. De segunda a sexta, a passagem da TAM custa R$ 279 e cai para R$ 196 nos fins de semana. Os preços da Rio Sul, subsidiária do Grupo Varig, são de R$ 278 e R$ 186, respectivamente. Uma passagem de ida e volta pela Gol vai custar R$ 256, sem taxas de embarque. Passagens vendidas em hipermercadosAs operações na ponte aérea contarão com dois aviões dedicados (Boeing 737-700) de 144 lugares cada, informou Constantino. O 14.º Boeing da Gol chegou ontem e começará a voar no dia 20. A empresa pretende ter 18 aeronaves até o fim deste ano. O presidente da companhia também disse que as passagens continuarão a ser vendidas em quiosques, nos hipermercados Extra, ?com os mesmos preços oferecidos na Internet?. O vice-presidente Comercial da TAM, Wagner Ferreira, já mandou um recado à concorrente, ao informar que os preços de sua companhia ?sempre acompanham a tendência do mercado?. Desde janeiro de 2001, quando a Gol alçou vôo, a TAM oferece promoções nas rotas que disputa com a novata. Este pode ser o primeiro indício de uma nova guerra de preços na ponte aérea.

Agencia Estado,

15 de março de 2002 | 09h09

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