Gol faz encomenda de US$6 bi por 60 aviões da Boeing

A Gol anunciou nesta segunda-feira pedido firme de 60 aeronaves Boeing 737 Max, que serão entregues a partir de 2018, num valor total de 6 bilhões de dólares a preço de tabela.

BRUNO FEDEROWSKI, Reuters

01 Outubro 2012 | 20h19

Os novos aviões serão utilizados primeiramente para a renovação da frota da empresa aérea, informou a Gol mais cedo, em fato relevante.

De acordo com o plano de frota consolidado, a empresa tinha um total de 123 aviões em 2011 e para 2012 a empresa estima uma frota de 128 unidades, alcançando total de 135 aeronaves em 2013 e 140 em 2014.

"A compra permitirá que a empresa opere em maior distância, mas ainda dentro do nosso planejamento estratégico", disse o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, a jornalistas.

Sobre as condições de financiamento, Kakinoff disse que as modalidades e condições costumam ser definidas mais perto da data de entrega. "Isso depende das condições do mercado", disse Kakinoff.

Para o executivo, o avião será um dos equipamentos com o melhor custo-benefício do mercado, por apresentar uma economia operacional "incomparável".

"Isto é condizente também com o nosso modelo de negócio low cost", afirmou Kakinoff. Ele acrescentou que a empresa terá economia de 13 por cento no consumo de combustível em relação à frota atual.

A encomenda acontece em um momento no qual a empresa tem sofrido com o custo do combustível, que tem afetado seus resultados.

Com a encomenda, informou Kakinoff, a Gol passa a ser "uma das cinco companhias preferenciais da Boeing", além de ser a primeira a receber o novo modelo na América do Sul.

Ao ser questionado a respeito de uma redução da oferta de acentos da companhia aérea, Kakinoff afirmou que essa diminuição ficará entre 6,5 por cento e 7 por cento no acumulado de 2012.

As ações da companhia registraram alta na expectativa de um anúncio nesta segunda-feira, encerrando o dia na BM&FBovespa com alta de 10,63 por cento, a 12,80 reais.

CAPITAL ESTRANGEIRO

Questionado sobre uma possível entrada de capital estrangeiro na companhia, Kakinoff resumiu sua resposta em uma só palavra de que isso é "especulação".

Neste mês, a Gol negou uma notícia na imprensa segundo a qual a Qatar estaria interessada em se associar à Gol nos moldes da operação entre a chilena LAN e a brasileira TAM, resultando na Latam.

Em maio, a Gol negou que a Delta Airlines, que detém participação de 3 por cento na companhia brasileira, iria elevar sua participação na empresa ou que outra companhia poderia fazer parte de seu bloco de controle.

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