Gol pode enterrar restos do Boeing acidentado na floresta

Aérea não cede à pressão dos parentes e diz que, por causa do pouco uso, não vai prorrogar convênio médico

Camilla Rigi, Estadão

28 Setembro 2007 | 10h57

Na véspera de completar um ano do segundo maior acidente aéreo da história do País, a companhia aérea Gol anunciou, nesta sexta-feira, 28, que avalia a viabilidade de enterrar parte dos destroços espalhados na Floresta Amazônica do Boeing 737-300. O avião se chocou no ar contra um jato Legacy, em 29 de setembro de 2006, matando 154 pessoas. Além disso, a empresa afirmou que não vai prorrogar o plano de saúde dos familiares das vítimas. Vai postergar apenas a assistência psicológica a eles, por mais 12 meses.    Pelo menos 100 famílias ainda aguardam indenização da Gol Missa em fazenda vai homenagear vítimas do acidente da Gol  Especial sobre a crise aérea   Segundo a empresa, em um ano apenas 10% dos serviços de exames e consultas disponibilizados foram efetivamente utilizados pelas famílias, apesar de 210 pessoas terem aceitado o benefício. Os dados foram utilizados como base para a companhia não prorrogar o plano de saúde.   A decisão foi tomada depois de muita pressão dos parentes para renovação do plano de saúde. A Gol não cedeu. No balanço de um ano da tragédia, a Gol também contabilizou 32 acordos firmados, que beneficiaram 82 pessoas. Os valores pagos pelas indenizações não foram divulgados.   Ao contrário do que fez a empresa aérea TAM, ao completar dois meses do acidente com um de seus Airbus, que divulgou todos os custos da assistência às vítimas, a Gol não informou quanto gastou com as famílias. Contudo, em uma nota enviada ao estadao.com.br, a companhia ressalta que "assumiu a organização dos funerais e pagou passagens para identificação dos corpos e pertences dos passageiros."   Além disso, a Gol afirma ter encomendado uma perícia nos destroços do avião para avaliar se havia possibilidade contaminação do solo e do ar pelo combustível. Segundo dados do laudo preliminar, não houve sinais de contaminação.   Leia mais informações na edição impressa do Estadão, neste sábado

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