Divulgação
Divulgação

Gol terá que indenizar gêmeas do nado sincronizado por danos morais

Empresa vendeu passagens para voo que não existiu; cada irmã receberá R$ 5,45 mil

Tiago Rogero , estadão.com.br

06 Setembro 2011 | 08h41

RIO - A companhia aérea Gol foi condenada a indenizar as gêmeas Beatriz e Branca Feres, medalhas de bronze por equipes em nado sincronizado no Pan de 2007, por ter vendido passagens para um voo que não existiu. O desembargador da 19ª Câmara Cível da Capital, Paulo Sérgio dos Santos, negou seguimento ao recurso da empresa e manteve a sentença em 1ª instância, com indenização por danos morais de R$ 5,45 mil para cada uma.

 

Segundo o processo, as atletas compraram passagens de ida e volta, do Rio para Fortaleza, para participarem do Campeonato Brasileiro de Nado Sincronizado, em setembro de 2009. Elas venceram a competição, mas, ao tentarem retornar ao Rio, foram informadas por uma funcionária de que o bilhete que haviam comprado era de um voo que já havia decolado, diferentemente do que constava nos "etickets".

 

As gêmeas tiveram de pagar a diferença para ingressar na próxima aeronave. O novo voo atrasou, "o que fez com que as atletas levassem mais de dez horas para chegar em casa", informou o Tribunal de Justiça do Rio. Segundo o desembargador, ficou comprovada a falha na prestação dos serviços.

 

 

"As autoras tiveram sentimento de desconforto, de constrangimento e até mesmo de exaustão extrema, pois são atletas e tinham acabado de participar de uma competição de nado extremamente desgastante, e experimentaram um desgaste, além de físico, emocional, em razão dos aborrecimentos causados", relatou o desembargador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.