José Luis da Conceição/Estadão
José Luis da Conceição/Estadão

Gol vai estrear Wi-Fi na América do Sul; serviço pode custar até R$ 60

Companhia será a primeira na região a oferecer o serviço; aeronave nº 1 a dispor de internet sem fio será entregue no início de 2016

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2015 | 21h25

Atualizado às 7h15 do dia 16/6

SÃO PAULO - Seguindo a tendência de companhias aéreas nos Estados Unidos e na Europa, a Gol começará a oferecer internet sem-fio em suas aeronaves a partir do ano que vem. Até o fim de 2017, os 140 aviões da frota estarão equipados com o sistema. A empresa brasileira se tornará a primeira da América Latina a oferecer sistema Wi-Fi a bordo.

O sistema deverá custar entre US$ 10 e US$ 20 (R$ 30 a R$ 60, em média), dependendo do tempo de conexão e serviços incluídos; clientes Smiles terão descontos. Como a conexão será feita via satélite, outros produtos passarão a ser oferecidos pela empresa, como televisão ao vivo – já disponível nos aviões da Azul –, programação por streaming com filmes, desenhos, séries e jogos, conteúdo pay-per-view, músicas e mapa de voo.

O presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff, admitiu que a ausência de alternativas de entretenimento nos voos da companhia foi fator relevante para o desenvolvimento do sistema. “A falta de entretenimento sempre foi apontada pelos nossos clientes como um item a ser melhorado”, disse. O valor a ser cobrado também servirá de fonte de receita extra à empresa.

O acesso aos conteúdos será feito por dispositivos móveis – tablet, celular, notebook – , mediante um login. A plataforma é uma parceria com a empresa Gogo, líder em conectividade no mercado aéreo mundial.

Clientes corporativos. Com a instalação da internet sem-fio, o foco da companhia aérea será o passageiro que viaja a negócios, que representa 55% dos clientes da Gol. A ideia é que eles sigam conectados e trabalhando durante o voo.

“Por causa do trabalho, acabo viajando uma vez por semana, normalmente em bate-volta. Se tivesse a opção de comprar um voo com Wi-Fi e outro sem, eu preferiria com, mesmo que tivesse de pagar”, diz Newton Maia, de 36 anos, diretor de um fundo de investimento. “Seria um serviço excelente em dias corridos. Como normalmente viajo em horário de trabalho, eu ganharia tempo.”

O administrador Marcelo Rossi, de 39 anos, viaja a lazer cerca de três vezes por ano e também considera a iniciativa positiva, mas espera que não seja cara. “Se o serviço for pago, não pode custar muito. Não sou viciado em internet, mas ter o serviço disponível é bom. Acredito que seja o caminho para as companhias aéreas. Oferecer Wi-Fi passará a ser natural daqui a algum tempo.”

Regularização. Desde 2010, a internet em altura de cruzeiro já é liberada, bastando que a companhia solicite autorização à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e apresente a certificação da aeronave e dos equipamentos de telecomunicações necessários pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A Gol já teve um sistema de Wi-Fi em voo, o Gol no Ar, lançado em 2011. O serviço, no entanto, não vingou. Ele não oferecia aos usuários acesso irrestrito à internet, mas a um conteúdo Wi-Fi pré-selecionado. / COLABOROU LUCIANA COLLET

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