Goldman lembra mensalão do PT e diz ser intolerante com a corrupção

Governador tomou posse ontem, criticou Dilma e defendeu que Serra não embarque numa reação à ofensiva petista

Moacir Assunção e Sílvia Amorim, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2010 | 00h00

O governador Alberto Goldman (PSDB) tomou posse ontem e defendeu a ética na política, lembrando o "escândalo do mensalão" do PT em 2005, quando era líder do PSDB na Câmara dos Deputados. "Fui colocado diante de um delicado momento da história política deste País", disse, referindo-se ao esquema de compra de votos em troca de apoio a projetos do governo Lula. "Continuo intolerante frente ao mau-caratismo, à deslealdade e à corrupção."

Continuidade. Na cerimônia, ocorrida na Assembleia Legislativa, enfatizou que dará continuidade ao governo de José Serra, pré-candidato do PSDB a presidente. "Vamos continuar o trabalho com a mesma equipe. Meu papel é tocar a administração e colaborar para a vitória dos candidatos do nosso partido à Presidência e ao governo do Estado."

Depois, no Palácio dos Bandeirantes, ele disse que as acusações da pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, contra o PSDB são discursos de "quem não tem o que falar". Ele defendeu que Serra não embarque numa reação à ofensiva adversária.

Anteontem, Dilma havia dito que tucanos eram "lobos em pele de cordeiro" ao tachar Serra de anti-Lula. "Quem não tem o que falar fala isso", reagiu Goldman. "Nos chamarem de cordeiros ou de lobos... Não precisamos disso", ironizou. Serra não compareceu à posse do colega. "Como hoje ele é foco muito forte, talvez não tenha desejado desfocar (o evento)", explicou Goldman.

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