Goleiro Bruno agride fotógrafos durante audiência

Juíza também negou pedido para que sejam ouvidos delegados envolvidos na investigação do caso; defesa fez outros 18 pedidos, quase todos eles foram negados

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

05 Novembro 2010 | 18h32

BELO HORIZONTE - A Justiça negou nesta sexta-feira, 5, um pedido de suspensão a ação contra o goleiro Bruno Fernandes, que responde a processo com mais oito pessoas pelo sequestro, cárcere privado e assassinato de sua ex-amante Eliza Samudio, de 25 anos. A decisão foi da juíza Marixa Fabiane Lopes, do Tribunal do Júri do fórum de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O atleta estava presente na audiência em que ela negou os pedidos e agrediu dois fotógrafos de jornais da capital mineira na saída do local.

 

A defesa de Bruno solicitou a suspensão do processo, junto com outros 18 pedidos - quase todos negados pela magistrada -, sob a alegação de que os advogados não tiveram acesso a um vídeo com uma das testemunhas, veiculado por uma emissora de televisão. Outra alegação da defesa é de que ainda são feitas buscas pelo corpo de Eliza, vista pela última vez no início de junho. Bombeiros e policiais vasculharam uma lagoa e uma mata na capital mineira nos últimos dias na tentativa de encontrar restos mortais da jovem, mas não tiveram sucesso.

 

Marixa Lopes também negou o pedido para que sejam ouvidos delegados envolvidos na investigação do caso, mas permitiu que os advogados visitem os clientes na cadeia com notebooks para apresentarem a eles provas como arquivos de áudio e vídeo. A magistrada autorizou ainda que Bruno recebesse uma foto do bebê que seria fruto do relacionamento dele com Eliza e que, segundo a polícia, foi o motivo do crime, já que a jovem lutava na Justiça pelo reconhecimento da paternidade.

 

Os advogados já haviam pedido a suspensão do processo ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), que também recusou a solicitação. Além disso, os advogados querem o afastamento de Marixa Lopes do caso. Na audiência de ontem, ela afirmou que, com exceção da ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, e de um primo do atleta, Sérgio Rosa Sales, os outros réus têm a defesa "em bloco".

 

Empurrões. Todo o procedimento foi acompanhado por Bruno e pelos outros réus. Na hora em que deixavam o fórum, o goleiro se irritou com o assédio da imprensa e empurrou quem estava na sua frente. Um fotógrafo do jornal O Tempo e outro do jornal Hoje em Dia foram atingidos no rosto e no peito, respectivamente, mas nenhum dos dois se feriu.

 

A audiência de ontem foi marcada para ouvir o policial civil Marco da Mata, um dos agentes que recebeu denúncia de que Eliza teria sido mantida em cárcere privado no sítio do goleiro em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, e teria sido morta por Bruno com a ajuda de amigos.

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