Goleiro Bruno e Macarrão devem chegar amanhã ao Rio para audiência

Ambos estão em um presídio em Contagem-MG, acusados de terem participação do desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro

Julia Baptista e Priscila Trindade, estadão.com.br

24 de agosto de 2010 | 15h21

SÃO PAULO - O goleiro Bruno Fernandes e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, chegam nesta quarta-feira, 25, ao Rio de Janeiro, para a primeira audiência de instrução e julgamento do processo em que eles são acusados de sequestro e crime de lesão corporal contra Eliza Samudio em outubro de 2009. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Atualmente, os dois estão em um presídio em Contagem, em Minas Gerais, acusados de terem participação do desaparecimento da jovem, em junho deste ano.

 

A audiência está marcada para quinta-feira, 26, às 14 horas, na 1ª vara criminal de Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Cinco testemunhas serão ouvidas, arroladas pelos Ministério Público. As testemunhas da defesa serão ouvidas em outra data que ainda será definida.

 

O advogado de Bruno, Ércio Quaresma, disse que não foi avisado sobre os detalhes da transferência provisória da dupla para o Rio de janeiro, mas assegurou que vai estar na audiência.

 

A defesa de Bruno indicou oito testemunhas, sendo que três foram afastadas pelo magistrado. Patrícia Amorim, Jorge Luis Andrade da Silva, Arthur Antunes de Coimbra, Paulo Victor Mileo Vidotti e Christian Chagas Tarouco serão ouvidos, enquanto Eliza Samudio, Adriano Leite Ribeiro e Vagner da Silva de Souza foram impugnados pelo juiz, que entendeu que "provas irrelevantes, impertinentes ou protelatórias podem ser indeferidas".

 

As testemunhas indicadas pela defesa de Macarrão são: Luiz Carlos Samudio, Milena Baroni Fontana, Leonardo da Silva Moura, Fabiana Albuquerque, Cíntia Moraes, Amanda Zampiere, Rodrigo Alvim e Álvaro Luiz Maior de Aquino.

 

A prisão preventiva dos dois foi decretada no dia 8 de julho. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, Bruno teria agredido Eliza física e psicologicamente, em 2009, exigindo que a ex-amante fizesse um aborto. Na época, Eliza estava grávida de cinco meses. Ela tentava provar na Justiça que Bruno é o pai da criança.

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