Golpes com telefones clonados se alastram pelo Vale do Paraíba

O casos de vítimas de golpes com telefones clonados têm sido cada vez mais freqüentes nos distritos policiais das cidades do Vale do Paraíba. No Litoral Norte de São Paulo, as queixas somam mais de 50, segundo informações da polícia civil. Em Ubatuba, onde até a semana passada havia 10 casos, o número já ultrapassa 40. Os golpistas ligam para a casa dos assinantes, se identificam como funcionários das empresas Telefônica ou Embratel, sugerem vários serviços e vantagem e exigem que a pessoa, além de passar o número de documentos, ainda digite um código no teclado do aparelho, o que transfere as chamadas para outro número. Com a transferência feita, os golpistas passam a fazer ligações, que mais tarde serão cobradas na conta do assinante. Os casos mais graves aconteceram no mês de julho, em Jacareí. Foram 200 vítimas que tiveram seus telefones usados por grupos de estelionatários do Rio de Janeiro. O aposentado Antonio Mira, de 79 anos, que ganha R$ 290 reais, recebeu uma conta de R$ 19 mil. Ele e as outras vítimas entraram na justiça, apoiados pelo Procon. O resultado foi uma liminar, que suspende temporariamente a cobrança, impede o corte das linhas telefônicas, até que a situação seja esclarecida. Em Taubaté, um metalúrgico que não quis se identificar contou que recebeu a ligação, e já sabendo dos golpes, não digitou os códigos exigidos pelo golpista. Ao perceber que o "plano" não estava dando certo, o golpista ameaçou o metalúrgico, que ficou com medo e foi até a delegacia de polícia registrar o fato. Segundo o delegado Paulo Roberto Rodrigues, as investigações começaram com o rastreamento dos telefones de onde partiram os golpes e o confronto com as linhas telefônicas que aplicaram golpes nas outras cidades. "Todos os dias surgem novas vítimas". De acordo com o Procon da cidades de Taubaté e Jacareí, as ocorrências deste tipo devem ser registradas também na delegacia, para que o consumidor tenha como provar que foi vitima de estelionatários. De acordo com a assessoria de imprensa da Telefônica, a empresa tomou medidas de segurança, que não podem ser divulgadas para que não sirvam de instrumento para os golpistas.

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