Google põe em prática pacote de medidas contra pedofilia

Empresa se compromete a manter registros de acesso do Orkut por 180 dias, além de facilitar acesso a provas

Loide Gomes e Ana Luísa Westphalen, Agência Estado

30 de junho de 2008 | 20h09

Entra em vigor a partir de terça-feira, 1, o pacote de medidas de segurança e novas ferramentas de cooperação legal a serem adotadas pelo Google Brasil no combate à circulação de conteúdo abusivo nos serviços oferecidos. A empresa se compromete a manter os registros de acesso e números IPs dos usuários do site de relacionamentos Orkut por 180 dias. Além disso, disponibilizará evidências relacionadas a crimes contra crianças e adolescentes solicitadas pelas autoridades brasileiras sem a necessidade de acordos internacionais. O Google informou ainda que desenvolveu um filtro tecnológico de imagens. Elas serão previamente identificadas e removidas, caso apresentem conteúdo abusivo. A empresa também se compromete a estabelecer um diálogo permanente com as autoridades brasileiras e investir na educação dos internautas por meio da publicação de cartilhas e campanha online sobre comportamento adequado na web. De acordo com o presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, a empresa assinará termos de acordo de cooperação com o Ministério Público Federal e a organização não-governamental (ONG) SaferNet, que monitora conteúdos impróprios na internet. "As conversas com essas duas instituições avançaram muito nos últimos tempos e entendo que, do nosso lado, não há empecilho para a assinatura dos acordo", declarou. O conjunto de ações anunciado hoje pelo Google atende à ordem judicial do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que ameaçou pedir ao Ministério da Justiça a suspensão das atividades da empresa no País, caso ela não concorde em repassar informações ao Ministério Público, Polícia Federal e à CPI.  Roraima A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia chega a Roraima na quinta-feira, 4, para ouvir 14 pessoas supostamente envolvidas com o crime, entre elas, o ex-procurador-geral Luciano Alves de Queiroz, preso no dia 6 de junho pela Operação Arcanjo, da Polícia Federal. Queiroz e mais dois empresários que também estão presos foram ouvidos ontem pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Boa Vista, Jarbas Lacerda de Miranda. Outros cinco suspeitos foram interrogados na semana passada.  A dona de casa Lidiane do Nascimento Foo, apontada pela PF como líder da suposta quadrilha, recebeu do Ministério Público proposta de delação premiada e volta ao gabinete do juiz nesta quinta-feira para dizer se aceita ou não revelar tudo o que sabe, em troca de pena menor.  Nos quatro dias de trabalho em Roraima, os integrantes da CPI também vão ouvir as vítimas do suposto esquema e receber das mulheres que lideram um movimento anti pedofilia no Estado abaixo-assinado onde as mães pedem rigor na punição do caso e que a pedofilia entre para o rol dos crimes hediondos.

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