Governador admite que falta policiamento

Sérgio Cabral anunciou a contratação pelo Estado de mais 2 mil policiais até novembro

Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2015 | 00h00

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), admitiu ontem que o policiamento no Estado é insuficiente. Segundo ele, os 2.800 homens da Força Nacional de Segurança que estiveram no Rio durante os Jogos Pan-Americanos e retornaram para seus respectivos Estados estão fazendo falta. Ele anunciou a contratação de mais 2 mil policiais até novembro. "É um fato. Realmente o policiamento não é suficiente. Tanto que no Pan, quando houve mais 4 mil homens, vocês viram a diferença", afirmou Cabral. Ele citou como exemplo a região do 9º Batalhão (Rocha Miranda), onde há aproximadamente 1 milhão de pessoas e trabalham 600 policiais. "Levando em consideração que eles não ficam na rua simultaneamente, realmente é uma dificuldade", disse o governador. Segundo ele, os 1.200 homens da FNS, que ficaram no Rio não são suficientes como reforço. "Há poucos meses, 50 mil pessoas prestaram concurso para a Polícia Militar e vamos convocar 2 mil para atuar exclusivamente na capital. Temos de acabar com a carência de policiamento em certas áreas e vou enfrentar todos os desafios que aparecerem nos meus anos de governo." Anteontem, o Clube de Cabos e Soldados da PM anunciou que vai doar cestas básicas para os agentes da Força Nacional de Segurança, que estão no Rio desde os Jogos Pan-Americanos e estariam sem receber as diárias desde julho. O Ministério da Justiça informou que já foi pedido crédito extraordinário para o pagamento das diárias. Conforme dados do Instituto de Segurança Pública, entre janeiro e junho deste ano foram registrados 10.495 boletins de ocorrência, referentes a roubos e furtos na região da 3ª Área Integrada de Segurança Pública, que abrange 21 bairros, entre eles Del Castilho. No mesmo período de 2006, foram 9.250 casos. Alguns índices, no entanto, melhoraram. O número de roubos de carros caiu de 2.203 no primeiro semestre de 2006 para 2.011 no primeiro semestre deste ano (diferença de 192). Mas moradores afirmam que não perceberam aumento do policiamento. "Aqui é toque de recolher", comentou a dona de casa Rosemary Guimarães. ENTERRO Cerca de 200 pessoas acompanharam o enterro de Virginia, no fim da tarde de ontem, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona portuária.

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