Governador culpa União por massacre de garimpeiros

É muito tenso o clima na região de Espigão D´Oeste, no interior de Rondônia, depois que a Polícia Federal descobriu mais 26 corpos de garimpeiros mortos dentro da reserva indígena do Roosevelt, elevando a 29 o número de mortos na maior mina de diamantes do País. O governador do Estado, Ivo Cassol (PSDB) esteve na cidade e fez severas críticas ao governo federal, por não ter contido o conflito entre índios e mineradores, que já perdura há pelo menos dois anos. ?Infelizmente muitos outros serão encontrados?, disse. ?Isso, graças à morosidade dos órgãos federais.? O presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, rebateu as críticas. ?Vejo com preocupação um governo que tem obrigação de zelar pela paz, que deveria apaziguar os ânimos da população, tentando encontrar bode expiatório e falso culpado em um momento de tanta dor para as famílias?, afirmou.A PF não descarta a existência de mais mortos. Há duas semanas, três outros garimpeiros já haviam sido encontrados assassinados, provavelmente por índios cinta-larga que habitam e dominam o garimpo de diamantes da região de Espigão D´Oeste, Cacoal e Pimenta Bueno, a 500 quilômetros de Porto Velho, a capital do Estado. A PF teme uma escalada da violência entre brancos e índios. ?A situação, realmente, está muito tensa e os índios estão com medo?, afirma o delegado federal Mauro Spósito, coordenador-geral de operações especiais de fronteira. A PF já tem os nomes dos possíveis caciques cinta-larga supostamente envolvidos no massacre dos garimpeiros, mas mantém os inquéritos em sigilo.

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