Governador de AL defende punição para PMs aquartelados

O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), afirmou neste sábado, 21, que poderia pedir tropas federais para a segurança do Estado caso os policiais militares decidissem se aquartelar por tempo indeterminado. Porém, a medida não deve ser necessária, já que os 5 mil policiais e bombeiros de Alagoas suspenderam às 19 horas o aquartelamento iniciado na noite de quinta-feira, 19.Vilela defendeu punição para os aquartelados e reclamou ter sido surpreendido pelo movimento paredista. "Fizeram uma passeata e depois se aquartelaram, mas até agora eu não recebi nenhum pedido de audiência para discutir as reivindicações dos policiais militares", afirmou Vilela.O aquartelamento foi em protesto contra o governo do Estado, que se recusa a pagar uma isonomia salarial de 88,55% para a categoria. Durante os dois dias de aquartelamento, os ânimos se acirraram e o clima ficou tenso nos quartéis, principalmente no 3º Batalhão da Polícia Militar (BPM), em Arapiraca, segunda maior cidade do Estado, a 150 quilômetro de Maceió.AtentadoNa noite de sexta-feira, 20, o subcomandante do batalhão, major Reginaldo Rolim, teve a residência metralhada. O subcomandante estava em casa na hora do atentado, mas não reagiu aos tiros. Ele foi procurado pela imprensa, mas não quis falar sobre caso.O atentado foi praticado por três homens que desceram de um carro e dispararam vários tiros no portão da garagem da casa do oficial. Para o comandante da PM de Alagoas, coronel Rubens Goulart, "o atentado à casa do subcomandante do 3º Batalhão foi o ato de represália à determinação do comandante daquela unidade em querer cumprir a lei".Na manhã de sexta, o comandante da unidade militar, tenente-coronel Jairo Sales decidiu manter presos no quartel cerca de 60 policiais que estavam aquartelados e se recusaram a fazer o policiamento ostensivo das ruas da cidade. A medida gerou insatisfação na tropa. O comando do 3º BPM não se pronunciou sobre o episódio.As cápsulas dos projéteis foram recolhidas durante a noite, pelos próprios militares da unidade e deveriam ser submetidas à perícia. Uma das vizinhas do major PM disse que os bandidos deram "uma verdadeira saraivada de balas contra o imóvel". O presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM, soldado Wagner Simas, disse que não acredita que o atentado tenha sido uma retaliação às ameaças de punição aos policiais que participaram do aquartelamento.

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