Samir Baptista/Foto Arena
Samir Baptista/Foto Arena

Governador de MS não lamenta apoio a Serra

Reeleito, Puccinelli diz que 'a noiva largou o noivo errado no altar' e anuncia que não vai à posse de Dilma

João Naves de Oliveira ESPECIAL PARA O ESTADO CAMPO GRANDE, O Estado de S.Paulo

03 Novembro 2010 | 00h00

O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse ontem que "a noiva largou o noivo errado no altar", ao comentar os resultados do segundo turno das eleições presidenciais. Esclarecendo a frase, lembrou a vitória no Estado do candidato José Serra (PSDB), com vantagem de 120 mil votos sobre a petista Dilma Rousseff. Embora seja do PMDB, da base de apoio ao governo Lula, Puccinelli ficou ao lado de Serra.

"Ela me largou plantado esperando no altar. Eu fiz a minha opção, apoiando o Serra. Nós mostramos que temos prestígio para mudar resultados." Ele não acredita em retaliação pelo apoio que deu ao candidato tucano, e afirmou que não vai à posse de Dilma, dizendo que "não foi o meu candidato, seria muito puxa-saquismo".

Sobre os gastos na campanha, Puccinelli ressaltou que não há nenhum problema e a prestação de contas foi "criteriosamente correta". O diretório estadual do PMDB repassou para a campanha do governador R$ 4,29 milhões. O dinheiro veio de doações de pessoas físicas e jurídicas, porém, sem serem identificadas, porque todos os depósitos são feitos em uma conta única e repassados ao então candidato, o que é considerado legal.

Somado a outras doações, o valor chega a R$ 17.801.478,10 - incluindo R$ 40 mil, alegados como gastos próprios, conforme prestação de contas entregue para a Justiça Eleitoral no Estado. Entre os doadores estão as usinas de álcool Eldorado (R$ 250 mil), Laguna (fez duas doações, de R$ 91 mil e R$ 90.665,12, para a campanha da coligação partidária e para o governador, respectivamente) e Naviraí (R$ 628 mil).

O segundo maior volume doado para a campanha de Puccinelli, depois da doação do diretório regional da agremiação, foi de João Roberto Baird, dono da empresa de informática Itel. Ele repassou dois cheques, um de R$ 1 milhão e outro de R$ 700 mil. Os únicos bancos que colaboraram para a campanha de Puccinelli foram BMG (R$ 300 mil) e Rural (R$ 500 mil).

Onça. Puccinelli visitou ontem o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras). Na manhã de sexta-feira passada, um filhote de onça pintada, pesando 50 quilos, fugiu do local e ainda não foi capturado.

O Cras está situado a menos de um quilômetro do gabinete do governador. Pegadas encontradas ontem pela Polícia Militar Ambiental indicam que a onça ainda está percorrendo o Parque dos Poderes, centro político e administrativo do Estado.

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