Governador de PE viaja a Brasília para pedir ajuda a Lula

Pernambuco tem 1,4 mil quilômetros de estradas, 69 pontes e 6,4 mil casas destruídas em 49 municípios afetados; 12 mortes foram registradas devido às chuvas

Angela Lacerda, de O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2010 | 17h29

"Uma verdadeira tragédia", definiu o governador Eduardo Campos (PSB) ao se referir nesta segunda-feira, 21, aos estragos causados pelas chuvas em Pernambuco, antes de embarcar para Brasília, onde foi buscar ajuda do presidente Lula. O último balanço da Coordenadoria de Defesa Civil (Codecipe) apontava a destruição de 1.449 quilômetros de estradas, 69 pontes, 6.407 casas e 38.360 pessoas fora de casa - 17.808 desabrigados e 24.552 desalojados - em 49 municípios. Doze é o número de mortes - oito delas no Recife. Não há registro de desaparecidos.

 

Do total de municípios afetados, 10 vivem um drama mais intenso e estão em situação de calamidade pública; outros 13 estão em estado de emergência. Em Barreiros, na zona da mata sul, mesmo com a trégua das chuvas, as águas ainda não baixaram totalmente e muitos moradores ainda se encontravam em cima de telhados. A cidade estava sem energia elétrica e sem comunicação telefônica.

 

Palmares, também na zona da mata estava sem acesso. Duas pontes caíram e a BR-101 Sul foi interditada na altura da cidade. Casas desabaram e as chuvas fizeram uma cratera defronte à igreja matriz da cidade, onde um caminhão foi totalmente coberto.

 

Os rastros da destruição chegaram ontem à praia de Boa Viagem, no Recife. Trazidos pelos rios que deságuam no oceano, móveis, sapatos, madeira e lixo foram jogados na areia da famosa praia urbana.

 

Além de Palmares e Barreiros estão em situação de calamidade pública os municípios de Água Preta, Cortês, Jaqueira, São Benedito do Sul, Vitória de Santo Antão (todos na zona da mata) e Bom Conselho, Barra de Guabiraba e Correntes, no agreste.

 

Ainda nesta semana devem começar os trabalhos de limpeza destas dez cidades. Alimentos, roupas e água potável começam a ser distribuídos e a população se mobiliza para ajudar os desabrigados. Até esta segunda-feira, o governador havia liberado R$ 50 milhões - antecipando ajuda do governo federal - para a reconstrução e ajuda às vítimas. O dinheiro não é suficiente, de acordo com o secretário estadual de Recursos Hídricos, João Bosco.

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