Normando Soracles/Agência Miséria/AFP
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Governador do Ceará afasta policiais envolvidos em tiroteio que vitimou 14 pessoas em Milagres

Agentes ficarão longe das ruas até que a investigação seja concluída; até o momento oito suspeitos foram presos

Arthur Soares, Especial para o Estado

10 Dezembro 2018 | 14h44

O governador do Ceará, Camilo Santana, durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 10, em Fortaleza, afirmou que 12 policiais envolvidos no tiroteio que vitimou 14 pessoas no Município de Milagres foram afastados de suas funções. Os agentes da Segurança Pública ficarão longe das ruas até que a apuração do grupo especial criado para investigação da "Tragédia de Milagres" seja concluída. 

O chefe do Executivo cearense disse que foi criado um grupo especial formado pela Delegacia Regional de Brejo Santo, Delegacia Municipal de Milagres, além da Delegacia de Roubos e Furtos e  Departamento de Polícia do Interior Sul. A Controladoria Geral de Disciplina (CGD) também abriu inquérito para apurar a conduta dos militares. 

Durante tentativa de roubo a dois bancos, na madrugada da última sexta-feira, 7, no Município de Milagres, 14 pessoas morreram, dentre elas seis que foram feitas reféns. Cinco pessoas da mesma família, que iam passar férias no Ceará, foram executadas.  

Na ocasião, o governador Camilo Santana chegou a dizer que os criminosos estavam preparados para assaltar dois bancos e não conseguiram. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o chefe do Executivo se desculpou pelas declarações. "De forma infeliz disse aquilo, mas peço desculpas à família. Quem me conhece sabe do meu respeito às pessoas e da minha defesa à vida". 

Camilo também chegou a questionar a existência de reféns no período da madrugada, durante a tentativa de assalto aos bancos. O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, afirmou que a Polícia não sabia da existência e pessoas sob o domínio dos bandidos. Até o momento oito suspeitos foram presos

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