Governador eleito quer contar com a Força Nacional no Piauí

Governador eleito quer contar com a Força Nacional no Piauí

Meses antes de começar o seu mandato, Wellington Dias (PT) quer decretar estado de emergência em quatro áreas no Estado 

Luciana Coelho, O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2014 | 17h55

TERESINA - O governador eleito Wellington Dias (PT) informou que vai pedir uma intervenção para a Força Nacional de Segurança atuar no Piauí.  Ele disse que iria conversar com o atual governador Zé Filho (PMDB) para avaliar a situação, que segundo ele, é dramática e precisa cuidar agora para não ter problemas maiores depois. A intenção de Wellington Dias é decretar estado de emergência ou calamidade em quatro áreas: segurança, saúde, educação e abastecimento d'água.

Wellington permanece como senador até o final do ano, quando vai renunciar para assumir o governo do Estado do Piauí. Ele demonstrou preocupação com o equilíbrio financeiro do Estado e a manutenção dos serviços públicos.

"Estamos com sérios problemas na Segurança. Quando deixei o governo há quatro anos tínhamos 6,4 mil homens na Polícia Militar. Hoje temos cerca de 4,4 mil homens. Agora tem  mais responsabilidades e menos homens, por isso, queremos chamar a Força Nacional para completar este déficit e ajudar a reduzir os índices de violência e criminalidade.", assinalou.

De acordo com Wellington Dias, na saúde, os hospitais do interior não estão funcionando e os pacientes estão sendo encaminhados para Teresina. "Temos que reativar estes hospitais e dar condições de atendimento. Temos que apoiar os municípios para descentralizar as ações em alta complexidade e trabalhar melhor a rede especializada.", adiantou.

Na Educação, o governador eleito afirmou que existem problemas como falta de merenda nas escolas e falta de transporte escolar. "Temos que melhorar a oferta de estudo para as pessoas. O Piauí ainda tem 19% de analfabetos. As escolas não podem ficar paradas por falta de merenda e de transporte para as crianças.", completou Wellington Dias.

Com relação ao abastecimento de água, ele falou que os projetos, sobretudo em municípios na região do Semiárido foram paralisados e prejudicam milhares de famílias. "Temos um problema real e a insuficiência no atendimento. Por outro lado, temos que incentivar o desenvolvimento social e econômico para o desenvolvimento do Estado. Buscamos agora um foco na economia para este desenvolvimento. Temos uma proposta para colocar 80 programas e equipamentos para este desenvolvimento social e econômico nos municípios onde não têm, como esporte, coleta e tratamento de lixo, geração de emprego e renda e para isso, temos que atuar de forma conjunta com o governo federal.", destacou.

Para realizar isso, Wellington Dias precisa de governabilidade com apoio dos deputados. Ele não obteve a maioria na Assembleia Legislativa - de um total de 30 deputados, a coligação conseguiu eleger dez deputados estaduais. Ele disse que ainda vai conversar com os parlamentares eleitos para pedir apoio para ajudar a governar o Estado. Na Câmara Federal, a coligação governista tem cinco dos 10 deputados federais.

Wellington Dias foi eleito no primeiro turno das eleições com 63,08% dos votos (1.053.342 votos) derrotando o governador Zé Filho (PMDB), candidato à reeleição, que obteve 33,25% dos votos válidos, o equivalente a 555.201 votos. É a terceira vez que Wellington Dias vai governar o Estado do Piauí. Ele foi governador em 2002 e reeleito em 2006, também em ambos os pleitos eleito em primeiro turno. O Piauí tem 2.344.476 eleitores, sendo que 1.899.345 (81,1%) compareceram às urnas.

Administração equilibrada. O governador Antônio José Moraes Souza Filho, Zé Filho (PMDB), garantiu que vai continuar trabalhando normalmente e entregar o governo para seu sucessor da melhor forma possível. "A administração visa o melhor para a nossa população. Vamos continuar administrando para entregarmos o Estado melhor do que recebemos.", assegurou.

Ontem (6) pela manhã despachou normalmente no Palácio de Karnak, sede do governo estadual. Ele cumpriu agenda administrativa, e reafirmou que vai continuar comandando o Estado de forma responsável até o final do mandato. "Estamos em plena atividade governamental e vamos cumprir o nosso dever. Continuaremos com o nosso expediente, despachando as questões relacionadas à administração do Estado. Estamos no mesmo entusiasmo.", destacou o governador.

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