Governador mira gasto com aluguel de imóvel administrativo

Ideia é trocar prédios em regiões caras da cidade pelo centro da capital; projeto existe desde o mandato anterior

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

02 de janeiro de 2011 | 00h00

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pretende fazer uma revisão nas despesas do governo estadual, principalmente nos gastos com aluguéis de prédios administrativos e reformas de imóveis.

Mesmo antes de tomar posse, Alckmin pediu um levantamento em todas as secretarias para saber quais são os imóveis que estão alugados e qual o valor que está sendo pago por eles.

A orientação, que será repassada à nova equipe, é tentar trocar aluguéis de prédios em regiões caras da cidade pelo centro da capital. Um dos exemplos apontados é a Secretaria de Economia e Planejamento, que ocupa imóveis no Itaim e nos Jardins, bairros que têm o metro quadrado muito valorizado.

No seu mandato anterior, Alckmin anunciou que pretendia trazer para o centro de São Paulo grande parte da estrutura administrativa do Estado. A ideia era diminuir os gastos com aluguéis dos prédios nas regiões mais valorizadas da cidade e ajudar a revitalizar o centro paulistano.

Ao assumir em 2007, o então governador José Serra não deu continuidade ao projeto.

Questionado ontem sobre as medidas que o governo pretende adotar para aumentar a economia em alguns setores, o novo secretário de Economia e Planejamento, Andrea Calabi, afirmou que ainda será feita uma avaliação sobre as despesas estaduais. Adiantou, no entanto, que acha pouco provável que o novo governo encontre problemas.

"Nós vamos agir como aquele radar verdinho. Temos que escanear tudo para ver se tem algum óvni. Mas acredito que não tenha", declarou Calabi.

Amanhã, durante a primeira reunião do secretariado da gestão Geraldo Alckmin, será dada a orientação a respeito dos gastos com os imóveis.

Há quatro anos, quando assumiu o governo do Estado, Serra anunciou uma revisão em contratos e pente fino nas despesas.

Guerra fiscal. O novo secretário do Planejamento afirmou também que, do ponto de vista econômico, a guerra fiscal é o principal desafio a ser enfrentado pela gestão Alckmin. "O resto está tudo em ordem. Não temos problemas grandes", disse.

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