Governador quer conversar com Aloysio sobre sucessão na capital

Alckmin pretende saber quão resistente o senador é à ideia de concorrer à Prefeitura, caso Serra não entre na disputa

Julia Duailibi, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), chamou o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP) para conversar sobre a eleição para a Prefeitura da capital, em 2012. Os dois vão se encontrar na semana que vem no Palácio dos Bandeirantes.

Sem um candidato natural para disputar a Prefeitura, o governador avalia que a candidatura de Aloysio seria capaz de agregar outras forças políticas, como o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, e o DEM - os dois partidos ameaçam lançar nomes próprios na corrida municipal.

Alckmin acha importante manter a Prefeitura sob influência tucana, mesmo que com um nome não tão identificado com seu grupo. Além de bom trânsito político, Aloysio demonstrou ter excelente capital eleitoral ao ser o mais votado para o Senado em 2010, com 11 milhões de votos. O parlamentar, no entanto, diz não ter interesse na candidatura. No encontro, Alckmin quer saber o quão resistente o senador é à proposta.

Opção. O nome de Aloysio seria uma alternativa à candidatura de José Serra, considerada a ideal por Alckmin. O ex-governador tem dito que não pretende disputar e vê com bons olhos a indicação do senador, que foi seu secretário da Casa Civil.

Tucanos entusiastas da candidatura de Aloysio querem que ele transfira o título eleitoral de São José do Rio Preto para a capital. Para ser candidato em 2012, isso tem de ocorrer até outubro.

Caso Serra e Aloysio não entrem na disputa, o grupo ligado a Alckmin vê com bons olhos a candidatura de Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente. Parte dos alckmistas também é entusiasta da entrada de José Aníbal (Energia) na disputa. Quem também está na disputa é o secretário de Cultura, Andrea Matarazzo, opção para o grupo de Serra num cenário sem Aloysio. Nesse caso, haveria mais dificuldade em atrair outros partidos.

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