Governadora cobra ação da PF no MA

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), disse nesta segunda-feira que o crescimento da produção de maconha no Estado nos últimos anos é um problema de "segurança nacional", e a Polícia Federal tem de ser "mais atuante".No ano passado, a PF e a Polícia Civil maranhense destruíram 1,1 milhão de pés da droga no Maranhão, 30 mil a mais do que o total encontrado no mesmo período em Pernambuco, no chamado polígono da maconha. O crescimento do cultivo do entorpecente no Maranhão, que se concentra na região do Rio Gurupi, na divisa com o Pará, ocorreu graças à transferência para a área de traficantes pernambucanos, fugindo da repressão policial."Nós já sabíamos da existência de alguns pernambucanos no Estado e estamos tentando combatê-los, embora esse seja um problema de segurança nacional. A Polícia Federal tem de estar conosco", disse Roseana. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF no Maranhão conta com apenas oito agentes. Não há helicópteros e, em grande parte das operações, a PF recebe o apoio do Grupo Tático Aéreo (GTA), vinculado à polícia maranhense.Criado em 1996, inicialmente para combater assaltos a banco, o GTA tem 14 homens, 2 helicópteros e 1 avião, fundamentais para qualquer operação no Gurupi, uma região de selva fechada e de acesso difícil. O delegado Marcos Roberto da Costa dos Santos, titular da DRE da Polícia Federal do Maranhão, reconhece a falta de recursos do órgão no Estado, mas garante que tem total apoio da Superintendência-Geral da PF, em Brasília."Se precisarmos de homens ou de helicópteros, teremos o apoio de Brasília", disse Santos, lembrando que, em setembro de 2000, a PF desencadeou sozinha a Operação Jibóia, na qual foram eliminados 647,6 mil pés de maconha e instaurados 22 inquéritos policiais.Apesar de contar com o GTA, a polícia maranhense sofre com a total falta de estrutura no interior. O destacamento tem apenas quatro homens. Não há carros oficiais, e as ocorrências são registradas em máquina de escrever. O comandante da unidade policial, sargento José Raimundo Costa, usa o próprio carro ou veículos cedidos pela prefeitura nas operações. Roseana defende-se, alegando que subiu a receita mensal destinada ao custeio da área de segurança do Estado de R$ 200 mil para R$ 1 milhão nos últimos anos. "É lógico que faltam recursos, mas estamos tentando minimizar os problemas."

Agencia Estado,

19 de março de 2001 | 21h27

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