REUTERS/Nacho Doce
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Governadora de RR diz que pediu tropas em Roraima no ano passado

Suely Campos classificou o decreto como insuficiente para amenizar a crise

Cyneida Correia, Especial para O Estado

28 Agosto 2018 | 21h07

A governadora Suely Campos (PP), após saber da assinatura do decreto de envio de Forças Armadas para Roraima pelo presidente Michel Temer, disse que, desde agosto de 2017, já havia feito a solicitação por meio de um ofício, para decretar Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na faixa de fronteira do município de Pacaraima com a Venezuela.

No ofício, o governo de Roraima explicava que imigrantes venezuelanos vinham usando cabriteiras (trilhas na mata) para o tráfico de armas e drogas em Pacaraima e na fronteira com a Venezuela e, por isso, era necessária a expedição do decreto de GLO e o emprego das Forças Armadas na fronteira.

No entanto, a governadora classificou o decreto como insuficiente para amenizar a crise.

“A decisão reforça a necessária segurança da fronteira, que é responsabilidade da União, mas é insuficiente para amenizar os impactos que o intenso fluxo migratório tem provocado em Roraima, nas áreas de segurança, saúde e educação."

A governadora afirmou ainda que, em conversas telefônicas com o ministro da Defesa, general Silva e Luna, reafirmou os pedidos feitos ao presidente Temer de ressarcimento de R$ 184 milhões e instalação de um hospital de campanha em Boa Vista para reduzir a demanda nas unidades de saúde do Estado.

A governadora afirmou que também voltou a pedir reforço da Força Nacional de Segurança para atuar junto com as forças estaduais de segurança em Pacaraima e em Boa Vista e a autorização imediata do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para a reforma da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, cujo projeto arquitetônico já foi apresentado e os recursos estão em conta.

O prefeito de Pacaraima, Juliano Torquato, também reiterou o pedido de envio de forças federais, mas disse que eles precisam da atuação dentro da área do município para garantir a lei e a ordem e não nas estradas e fronteiras. “Precisamos é de policiamento do Exército nas ruas. O que solicitamos não foi atendido” disse.

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