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WILTON JUNIOR|ESTADÃO
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Governadora do RN pede investigação rigorosa de morte de jovem

'Falei com Priscila, mãe do menino Gabriel, um jovem do bairro Guarapes que estava desaparecido desde o último dia 4 e cujo corpo foi encontrado hoje, infelizmente sem vida', escreveu Fátima Bezerra no Twitter

Carla Menezes e Erika Motoda, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2020 | 22h59

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou que entrou em contato com a delegada-geral da Polícia Civil do Estado, Ana Cláudia Saraiva Gomes, e determinou que a morte de Giovanne Gabriel de Souza Gomes, de 18 anos, seja investigada com todo o “rigor”. 

Fátima escreveu em sua conta no Twitter neste domingo, 14. “Falei com Priscila, mãe do menino Gabriel, um jovem do bairro Guarapes que estava desaparecido desde o último dia 4 e cujo corpo foi encontrado hoje, infelizmente sem vida.”

A governadora ainda acrescentou, direcionando a mensagem à mãe do jovem: “As providências estão sendo tomadas, querida Priscila, para que outros garotos, como Gabriel, não nos deixem de forma tão trágica, em tenra idade. Todo o empenho da PC (Polícia Civil) para que possamos ir a fundo e que o (s) culpado (s) sejam exemplarmente punidos.”

Gabriel foi visto pela última vez na manhã do dia 5 de junho, quando saiu de casa, de bicicleta, em direção à casa da namorada, que estava fazendo aniversário naquele dia. Segundo a mãe de Gabriel, Priscila Souza, o garoto era acostumado a fazer o trajeto do Guarapes, bairro onde morava na Zona Leste de Natal, até Parnamirim, cidade da região metropolitana da capital em que a namorada mora.

"Eles tinham combinado de ele ir, mas ela disse que ele não chegou lá. Mandou mensagem às 6h38 perguntando por ele e eu disse que ele tinha saído de casa às 5h30", disse Priscila. O garoto levaria normalmente 1 hora e 20 minutos para chegar até lá. Ao meio-dia, a mãe recebeu uma nova mensagem da namorada de Gabriel perguntando se ele havia voltado para casa. Foi aí que a busca de Priscila, dos familiares e vizinhos começou. 

"Liguei para ele, mas estava dando desligado. A namorada disse que ele mandou uma mensagem às 7h59 dizendo 'estou chegando', mas não chegou", conta Priscila. No dia seguinte, sábado, ela foi até a casa da namorada de Gabriel para se certificar de que ele não estava lá. No matagal em frente à residência da menina, a mãe encontrou o par de chinelos do filho. No domingo, 7 de junho, voltou ao local com amigos e familiares e, em uma busca maior, encontrou a bicicleta do garoto. 

O corpo de Gabriel foi encontrado uma semana depois, neste domingo, 14, com marcas de tiros na cabeça, em uma zona de mata da cidade de São José de Mipibu, a cerca de 30 km da capital e a 20 km de Parnamirim. A família espera a liberação do corpo ainda nesta segunda-feira. Um protesto pela celeridade das investigações está marcado para às 10h30 no bairro onde ele morava, em Natal. Uma imagem que circula nas redes sociais convocando para o protesto traz a hashtag #VidasNegrasImportam. 

"É revoltante. Meu filho não tinha envolvimento com drogas, com facções. Era um menino de casa. Estudava, trabalhava com o padrasto dele, gostava muito de ajudar os outros. Era extrovertido e brincalhão", diz Priscila. O caso ganhou repercussão nas redes sociais neste domingo e a frase "Quem matou Gabriel" chegou aos trending topics do Twitter durante a tarde. "Ele era um menino maravilhoso, queria ser alguém na vida, tinha sonhos e cortaram os sonhos do meu filho." 

A Polícia Civil já iniciou as investigações do caso. 

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