Governadora transfere comando de penitenciária durante tumulto de presos

PORTO ALEGRE - Um grupo de cerca de cem presos provocou um tumulto dentro da Penitenciária Regional de Caxias do Sul quase ao mesmo tempo em que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), participava de uma cerimônia no pátio externo, nesta quinta-feira.

Elder Ogliari - O Estado de S. Paulo

24 de junho de 2010 | 08h55

 

Como o ambiente ficou tenso, a solenidade foi abreviada e resumiu-se à devolução formal da administração do presídio exclusivamente à Superintendência de Serviços Penitenciários (Susepe), depois de dois meses sob comando conjunto com a Brigada Militar.

 

Os momentos mais tensos ocorreram antes da chegada da governadora e estão vinculados com fatos ocorridos em abril. Naquele mês, após denúncia de que agentes da Susepe teriam maltratado presos, a Brigada Militar passou a participar do controle da penitenciária. Agora o comando voltou à Susepe, que escalou outra equipe de servidores para o presídio.

 

Como preferiam que a Brigada Militar continuasse no local, os presos rebelaram-se, derrubaram o muro que dividia duas galerias e depredaram algumas instalações. O motim foi controlado pelos policiais militares, mas os presos, reunidos no pátio interno, seguiram gritando palavras de ordem, que eram ouvidas nas redondezas, contra a troca do comando.

 

Em breve entrevista, Yeda assegurou que os novos responsáveis designados pela Susepe vão manter o modelo de controle adotado pela Brigada Militar na administração do presídio. Prometeu, ainda, que a penitenciária de Caxias vai se transformar em modela para outras no futuro.

 

A governadora deixou o local rapidamente e seguiu viagem para Rio Grande, onde tinha outros compromissos agendados. A Brigada Militar revistou os presos e deixou um pelotão de choque disponível para controlar outras eventuais tentativas de rebelião.

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