Governadores negam que rompimento de barragens provocou tragédia

Segundo eles, inundações em PE e AL foram causadas por grande quantidade de chuvas

Ricardo Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

24 de junho de 2010 | 22h13

Cidade de Palmares, no interior de Pernambuco, destruída após chuvas

 

MACEIÓ- Os governadores de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), negaram que a tragédia provocada pelas enchentes nos dois Estados tenha sido causada pelo rompimento de barragens e açudes em território pernambucano ou alagoano.

 

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Segundo eles, as enchentes foram provocadas pela grande quantidade de chuva que caiu nas cabeceiras dos rios que nascem em Pernambuco, mas correm em direção a Zona da Mata de Alagoas e ao litoral pernambucano.

 

"Tivemos enchentes em 1969, em 1970, em 1975, no ano 2000, em 2005 e agora em 2010, mas nenhuma foi tão grave quanto as que ocorreram no último final de semana", afirmou o governador Eduardo Campos. Segundo ele, o nível do rio Una nunca tinha subido tanto quando última sexta-feira.

 

Para Campos, a tragédia só não foi maior porque a barragem de Garanhuns suportou o grande volume d'água, que foi sendo liberado aos poucos. "Choveu em dois dias mais do que nos últimos 30 dias", acrescentou Campos.

 

De acordo com Campos, apenas o açude das Nações, em Bom Conselho (PE), rompeu com a força das águas das chuvas. "Mas não foi suficiente para causar a tragédia no Vale do Paraíba em Alagoas", garantiu.

 

Ele disse que o rompimento foi em pequenas proporções, e que as águas que sangraram desse açude, que não chega a ser uma barragem, só atingiram os rios da bacia hidrográfica de Pernambuco, não tiveram influência direta nos prejuízos causados em Quebrangulo e Paulo Jacinto, no lado alagoano.

 

Já Teotônio Vilela disse que a barragem Helenildo Ribeiro, também conhecida como barragem do Bálsamo, construída com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), por R$ 26 milhões, em Palmeira dos Índios (AL), suportou o volume d'água e não provocou nenhum nado à natureza, quando as águas foram sendo liberada aos poucos por suas comportas.

 

"Os nossos rios, tanto o Paraíba quando o Mundaú receberam um volume de chuvas nunca visto nos últimos 200 anos. Esse sim foi a causa dessa tragédia", avaliou Vilela.

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