Governadores viram entrave para oposição votar contra proposta

O governo está confiante na falta de empenho da oposição em derrubar o pacote de regras para licitação mais rápida de serviços e obras para ser usado na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016. Ao espalhar por 12 capitais os jogos da Copa, o Palácio do Planalto aposta que os parlamentares de oposição têm interesse na aprovação da medida provisória com o Regime Diferenciado de Contratações (RDC). Afinal, os jogos também vão ocorrer em redutos eleitorais de partidos como PSDB e DEM.

Eugênia Lopes, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2011 | 00h00

A expectativa dos governistas é maior no Senado, onde grande parte dos senadores já ocupou a cadeira de governador e tem planos futuros de vir a comandar novamente seus Estados de origem. Eles não querem ser acusados de ter dificultado a realização de um evento tão popular como o Mundial.

"Não posso ser o algoz da Copa", observou o senador José Agripino Maia (RN), presidente nacional do DEM. Natal é uma das 12 capitais que vão receber os jogos da Copa e reduto eleitoral do senador.

Apesar de Salvador ser outra sede da Copa, o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães (BA), garante que a oposição é contra o RDC e vai trabalhar para derrubá-lo.

O governo espera concluir hoje a votação da MP na Câmara. O texto básico foi aprovado há duas semanas e os deputados terão de votar ainda oito pontos da proposta.

Um deles foi apresentado pelo DEM e retira da MP todos os artigos referentes ao regime especial de licitações.

"Não há risco de a Copa não acontecer se o RDC não for aprovado. O RDC não tem quase nenhum efeito sobre as obras dos estádios de futebol", disse ACM Neto.

Na avaliação do líder do DEM, o RDC vai beneficiar principalmente as obras destinadas à infraestrutura urbana e aos aeroportos. "As obras nos estádios já estão adiantadas", afirmou ACM Neto.

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