Governistas tentam barrar CPI

Políticos vão apresentar propostas menos delicadas

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

10 Fevereiro 2009 | 00h00

O governo Gilberto Kassab (DEM) trabalha para tentar impedir que os vereadores de São Paulo votem a instalação da CPI da Merenda ou da CPI da Corrupção nas Subprefeituras ou da CPI da Liberação de Alvarás. A base governista prepara para protocolar hoje uma enxurrada de novos pedidos de criação de comissões parlamentares de inquérito menos problemáticas. No parlamento dizem que são oito. Há uma que investigaria o despejo irregular de entulho nas ruas, outra para autuar o despejo de esgoto industrial no Córrego Jurubatuba, na zona sul, uma terceira para apurar casos de pedofilia e até mesmo uma para analisar o lençol freático na capital. Pelo regimento da Câmara, são possíveis duas CPIs consecutivas. Hoje, o Colégio de Líderes define quais serão votadas em plenário. Já há cinco requerimentos protocolados: dois sobre a máfia da merenda, um sobre propinas nas Subprefeituras e outros dois correlatos, que pretendem investigar liberação de licenças e alvarás de funcionamento a templos religiosos e locais públicos que recebem mais de cem pessoas. Para instalação de uma comissão são necessários os votos de 28 dos 55 vereadores. Carlos Apolinário, líder do DEM, defende a criação de comissões que, no seu ponto de vista, "interessem" à população. "A CPI da merenda é chover no molhado. Já se investigou isso em dois outros momentos. Já entulho é problema grave da cidade", disse Apolinário. A oposição espera contar com a insatisfação de vereadores governistas e tenta negociar pelo menos a criação de uma comissão de peso, como a da merenda ou da corrupção nas Subprefeituras. "O governo vem com um monte de pedidos, só não sei se terão agentes políticos para assinar todos. As comissões que queremos não interessam ao governo", disse o líder do PT, João Antonio.

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