Governo ainda não decidiu se paga recompensa

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo ainda não decidiu se vai pagar recompensa pela informação que levou à descoberta da chácara, em Serra Negra, onde foram presos os seis seqüestradores do publicitário Washington Olivetto. Após a morte do prefeito Celso Daniel (PT), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) havia prometido R$ 50 mil para quem desse informações sobre os assassinos do político e afirmou que todos os demais casos de seqüestro contariam com recompensa.A polícia não sabe por que a quadrilha mantinha seringas no cativeiro da Rua Kansas. Os policiais indagaram os presos sobre isso, mas eles se recusaram a responder. Suspeita-se que seria para injetar algum tranqüilizante no refém.A identidade dos presos ainda não está esclarecida. Nesta segunda-feira, o consulado do Chile em São Paulo entrou em contato com a Divisão Anti-Seqüestro (Deas) e comprometeu-se a verificar os dados. Por enquanto, a polícia tem certeza apenas da identidade de Mauricio Hernández Norambuena.O delegado Wagner Giudice disse não ter visto, entre o material apreendido com os seqüestradores, um cartão que seria da mesma empresa de táxi aéreo alugada pelos ladrões que resgataram Divino Aquino Severo e Aílton Alves Feitosa de uma penitenciária em Guarulhos."Não vi nada. Não posso falar de um cartão que não vi." Perguntado se havia a possibilidade de os seqüestradores terem reunido informações de empresas aéreas para possível fuga de avião ou helicóptero, Giudice disse que vai verificar.O delegado Godofredo Bittencourt Filho, diretor do Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), afirmou não saber se os seqüestradores que cuidavam do cativeiro disseram ao publicitário que ele poderia pedir ajuda algum tempo depois ou simplesmente abandonaram a casa e o deixaram à propria sorte."Não falamos desses detalhes com Olivetto, mas acreditamos que ele chamou os seqüestradores. Como não responderam, passou a gritar por socorro com medo de morrer por falta de ar e foi ouvido pelos vizinhos."O empresário de Jorge Benjor, Airton Valadão Junior, afirmou que o cantor, que está começando a gravar um novo disco, buscava informar-se sobre o seqüestro do publicitário durante os 53 dias. "Quando fiquei sabendo, através da televisão, liguei imediatamente para ele, que ficou muito feliz, até eufórico."

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