André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Governo ainda analisa necessidade de verba extra para o Rio, diz Meirelles

Ministro da Fazenda disse neste sábado que a questão de recursos para o Estado está sendo 'mal entendida': 'Estamos trabalhando nisso há meses. O que tem de novo é apenas quem comanda a segurança."

Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

17 Março 2018 | 17h29

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse neste sábado, 17, que o governo ainda analisa se haverá a necessidade de liberação de recursos federais para o Rio de Janeiro e que isso dependerá do uso das tropas federais. “As Forças Armadas estão fazendo os cálculos”, afirmou, após participar de reunião neste sábado com o presidente do Conselho de Administração da Nestlé, Paul Bulcke.

Meirelles disse ainda que a questão dos recursos do Rio de Janeiro está sendo “mal entendida” e que está havendo um aporte “enorme” para o Rio por meio do regime de recuperação fiscal, acordo com a União ao qual o Estado aderiu. O ministro lembrou que o regime permitiu a suspensão da dívida fluminense com o governo, de mais de R$ 4 bilhões, e uma série de ações, como a privatização da Cedae e a concessão de empréstimos para o Estado. “Isso vai viabilizar o pagamento de questões de segurança”, afirmou. “Existe um esforço enorme, no qual estamos trabalhando há meses. O que tem de novo é apenas quem comanda a segurança”, completou.  

O ministro admitiu que a criação do Ministério da Segurança Pública demandará novos recursos e disse que, com o Orçamento federal próximo do limite estabelecido pelo teto de gastos, eles virão de outras pastas. O remanejamento ainda não foi definido. “O Planejamento está trabalhando nisso, estamos definindo”, concluiu.

A declaração de Meirelles vai de encontro ao posicionamento do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que em agenda no Rio na sexta-feira, 9, deu declarações dizendo que a intervenção contaria com verbas extras do governo federal. O ministro Jungmann disse em encontro com parlamentares na Escola Superior de Guerra que a intervenção "contará com dinheiro novo". "Sim, virá dinheiro novo, dinheiro a mais. Não se sabe quanto. Para trazer verba para essa área tem que tirar de alguma, não tem mistério. Mas essa difícil tarefa não me cabe. Me cabe pedir o recurso", disse naquela oportunidade. /COLABOROU MARCO ANTÔNIO CARVALHO

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