Governo baiano reage a críticas de Nilmário Miranda

O governo baiano reagiu hoje aos ataques do Ministro da Secretaria os Direitos Humanos Nilmário Miranda, que acusou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia de "omissão" por não apurar, segundo ele, as denuncias contra grupos de extermínio nem proteger as testemunhas. Em nota assinada pelo secretario da Segurança Édson Sá Rocha, Miranda é acusado de "fazer política" com um fato grave como o assassinato do mecânico Gérson Bispo, morto por desconhecidos ontem no município de Santo Antonio de Jesus. "A insistência do ministro Nilmário Miranda em afirmar, equivocadamente, que a Secretaria Especial de Direitos Humanos havia solicitado providências à Secretaria de Segurança Pública visando a garantia da integridade física do mecânico Gerson de Jesus Bispo demonstra, mais uma vez, a forte conotação política assumida por ele e grupos partidários de oposição, quando tratam de questões referentes à Bahia", disse Rocha informando que a única pessoa indicada de Santo Antonio de Jesus para proteção foi a coordenadora do Fórum de Direitos Humanos daquele município Ana Maria Santos. Rocha nomeou o delegado especial Francisco Guedes para apurar o caso e pediu o acompanhamento do Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil e Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa. A polícia já teria identificado um dos suspeitos do crime, encontrado a mochila dele e um capuz, mas ainda não o deteve. Um telefonema anônimo à Delegacia de Santo Antonio de Jesus informou ontem (09) que a família de um rapaz assassinado do município teria pagado a pistoleiros R$ 2 mil para matar Bispo. O mecânico cobrava a apuração da morte do seu irmão Antonio Carlos de Jesus Bispo acusado de vários assaltos, morto em agosto do ano passado provavelmente por grupos de extermínio. Ele renovou as denuncias no mês passado à relatora da ONU Asma Jahangir.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2003 | 17h51

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