Governo brasileiro quer garantir visita de avó a Sean

Principal argumento para garantir o encontro é um comunicado conjunto firmado entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama sobre os direitos humanos das crianças

Rafael Moraes Moura, Agência Estado

12 Abril 2011 | 17h41

BRASÍLIA - O governo brasileiro vai intensificar esforços para garantir a visita da avó de Sean Goldman ao neto, informou na tarde desta terça-feira, 12, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário. Um dos principais argumentos para garantir o encontro será um comunicado conjunto firmado entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama no mês passado, que menciona o respeito aos direitos humanos das crianças.

O menino é filho do americano David Goldman com a estilista brasileira Bruna Bianchi, morta em agosto de 2008. Sean veio ao Brasil aos quatro anos, para passar férias com a mãe, que decidiu se separar do pai do garoto e não retornar para os Estados Unidos. Depois da morte de Bruna, os pais dela e seu segundo marido passaram a lutar pela guarda de Sean. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em dezembro de 2009, que a criança deveria viver com o pai nos Estados Unidos.

"Vamos estabelecer uma negociação onde apoiaremos a avó, seja junto aos advogados, ao Departamento de Estado americano ou às autoridades. Queremos que exista uma reciprocidade. Que os EUA cumpram também a Convenção de Haia, que prevaleça o principio básico em termos de direitos humanos e da infância", disse a ministra, após encontro com a avó, Silvana Bianchi, o advogado da família, Carlos Nicodemos, e representantes do Itamaraty.

"No comunicado conjunto, a presidente Dilma e Obama destacaram a cooperação para a solução de situações pendentes de crianças entre ambos os países. Quando a gente vê que a família brasileira não está tendo acesso ao básico, que é uma visita, temos de defender o direito da criança e da família", acrescentou Maria do Rosário.

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