Governo contabiliza 27 ataques e dois suspeitos mortos

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou no início da tarde desta segunda-feira, 7, que duas pessoas acusadas de participarem dos novos ataques ao Estado de São Paulo foram mortas, uma foi ferida e outra presa. De acordo com o primeiro balanço oficial, foram contabilizados 27 ataques criminosos. Dois carros do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) foram queimados, além de cinco ônibus, 11 agências bancárias, um trem do Metrô, um supermercado, três postos de gasolina e duas revendedoras de carro atacados.Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, um trem, que estava sem passageiros, foi baleado próximo à estação Tucuruvi, na zona norte da capital. As janelas do trem foram quebradas e policiais trocaram tiros com os supostos bandidos.Os prédios do Ministério Público Estadual e da Secretaria da Fazenda foram alvo de bombas desta nova onda de ataques. A contagem da secretaria ainda não inclui os atentados a três distritos policiais em Santos, Cubatão e Guarujá. Também não entraram na lista os ataques a uma revendedora de automóveis em Santos e uma agência bancária em Praia Grande. Todos esses atentados já foram confirmados pelo Comando da Polícia Militar.Outros seis ônibus da Viação Barão de Mauá teriam sido queimados, em Mauá. Mas a secretaria ainda não confirmou essa informação. No final da manhã, o Poupatempo da Luz foi fechado após uma ameaça de bomba. O posto de serviços ficou fechado até a bomba ser detonada por uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). AtaquesDuas pessoas ficaram feridas na manhã desta segunda-feira, 7, após um ataque a um supermercado na zona sul da cidade. Essas são as primeiras vítimas dos novos atentados iniciados nesta madrugada em São Paulo.Por volta das 7h15, um coquetel molotov atingiu a entrada do supermercado Extra, na Avenida Sargento Geraldo Santana, 1.491, em Interlagos. Duas pessoas ficaram feridas com os estilhaços e foram encaminhadas ao Pronto-Socorro do Hospital Santa Maria. Os incendiários atacaram ainda um supermercado Compre Bem, no Carrão, na zona leste de São Paulo. Não há registro de vítimas.Os novos ataques incluem prédios do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda, duas bases da Guarda Civil, dois carros da Polícia Civil, postos de gasolina e agências bancárias. Duas viações deixaram de operar na zona leste.Uma bomba de fabricação caseira e um coquetel molotov explodiram no prédio do Ministério Público Estadual, na Rua Riachuelo, no centro da cidade.Uma base da Guarda Municipal, localizada na Rua Manoel José Pereira, 300, no Campo Limpo, zona sul, foi atingida por dois tiros disparados por quatro homens que estavam em um Gol branco. Nenhum guarda ficou ferido. Outra base, em Osasco, na Grande São Paulo, foi atacada pela segunda vez, por volta das quatro da madrugada. Dois homens em um Palio, abandonado no local, metralharam a base.O prédio da Secretaria da Fazenda, na Avenida Rangel Pestana, região central, próximo ao Poupatempo, também foi alvo de incendiários. Duas viaturas da Polícia Civil foram incendiadas no estacionamento em frente ao Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) na zona norte da capital.BancosA polícia prendeu na tarde desta segunda-feira, 7, dois suspeitos de atacar uma agência do Banco Itaú na zona norte de São Paulo. Os suspeitos têm antecedentes criminais e, com eles, foram encontradas as garrafas para a preparação do coquetel molotov que foi lançado contra o estabelecimento. Pelo menos seis agências bancárias foram atingidas durante os ataques da madrugada, sendo que uma delas ficou destruída. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, o Unibanco da Avenida Zelina, na zona leste, foi invadido por um carro, cujos ocupantes incendiaram o prédio. O sindicato também confirmou os ataques às agências do Bradesco da Avenida Comendador Santana, no Jardim Ângela, com bombas e tiros; do Banco do Brasil da Avenida Mutinga, em Pirituba, atingida por tiros; e da Rua Maciel Monteiro, em Arthur Alvim, atingida por uma bomba. Também sofreram ataques o Bradesco, da Avenida do Cursino, e o Itaú da avenida do Jabaquara. Ficaram fechadas nesta segunda, 7, as agências do Unibanco da Avenida Zelina, do Bradesco da Avenida Comendador Santana e Banco do Brasil da Rua Maciel Monteiro. TransporteO transporte público mais uma vez foi alvo de incendiários. As primeiras informações apontavam para 25 ônibus incendiados na Grande São Paulo, 15 só na Capital. A SPTrans confirma pelo menos seis ataques na cidade de São Paulo.Em Mauá, cerca de sete ônibus foram incendiados. Em Santo André, pelo menos três coletivos foram atacados. Ataques a ônibus também foram registrados na cidade de Jundiaí.Base da GCMUma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM), no Butantã, zona oeste da cidade, foi atacada no início da manhã desta segunda-feira, 7. Ninguém ficou ferido. Segundo a GCM, a guarita, localizada no CEU Butantã, foi alvejada por aproximadamente sete disparos de arma de fogo. InteriorNa região de Campinas, incendiários atacaram um distrito policial na cidade de Sumaré. Em Nova Odessa e Americana os alvos foram postos da Guarda Civil Metropolitana. Em Santa Bárbara do Oeste, dois bancos foram atacados. MotivosAinda não há informações sobre os motivos que levaram a facção a atacar novamente. Especula-se que o grupo tinha a intenção de promover novos ataques durante o Dia dos Pais, como previa o Ministério Público Estadual, em represália à possibilidade de não receberem o benefício do indulto no próximo final de semana. Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, identificado como líder da facção, foi interrogado na última semana no Tribunal do Júri por meio de videoconferência. Marcola é acusado de ter dado a ordem que matou o bombeiro João Alberto da Costa na primeira onda da violência promovida pelo grupo. O Ministério Público pede que o líder seja responsável pela indenização à família do bombeiro. Esta seria uma das razões que teria desencadeado a terceira onda de ataques.Atualizada às 17 horas

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