Governo de La Paz rebate declarações do tucano

"Irresponsáveis" e "político-eleitorais" foram as expressões utilizadas ontem pelo Ministério das Relações Exteriores da Bolívia para definir as declarações do pré-candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra.

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2010 | 00h00

Na quarta-feira passada, durante visita ao Rio, o tucano acusou o governo de La Paz de cumplicidade com o tráfico de drogas, dizendo que 90% da cocaína consumida no Brasil vem do país vizinho. Ontem e anteontem, ele retomou o assunto.

Eleitoral. Segundo a chancelaria boliviana, as declarações foram "desaprensivas" - palavra que pode ser traduzida como irresponsáveis, imorais ou inescrupulosas -, pois "fariam alusão a nosso país em relação ao tráfico ilegal de drogas".

A diplomacia boliviana "rejeita enfaticamente as declarações realizadas". Segundo a chancelaria em La Paz, as afirmações de Serra poderiam "ser atribuídas provavelmente às intenções político-eleitorais de absoluta incumbência de sua candidatura".

Ações conjuntas. Em comunicado, a chancelaria boliviana afirma que, "como tais afirmações não refletem a realidade", os governos da Bolívia e do Brasil estão realizando ações conjuntas na luta contra o flagelo do narcotráfico, no marco da Segunda Estratégia de Cooperação entre a polícia da Bolívia e a Polícia Federal do Brasil.

O comunicado sustenta ainda que o governo em La Paz "ratifica o compromisso assumido de luta contra o tráfico ilícito de drogas em coordenação com os organismos internacionais especializados no assunto".

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