Governo de MG ainda não decidiu sobre privatização de Confins

Intenção é tornar aeroporto um 'hub' e aumentar capacidade para 20 milhões de passageiros por ano

Raquel Massote, da Agência Estado,

16 de setembro de 2008 | 15h44

O governo de Minas Gerais ainda não definiu se irá pedir a inclusão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, localizado em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, na proposta do governo federal de privatização de outros aeroportos no País. Em entrevista concedida nesta terça-feira, 16, o subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luiz Antônio Athayde admitiu ser inquestionável o papel do setor privado para acelerar a oferta dos equipamentos de infra-estrutura. "Isto não pode ser desprezado, mas o governo de Minas segue atento a esta alternativa e vai se manifestar no momento certo", disse.   Veja também: Deputados divergem sobre a concessão de aeroportos no Brasil Aeroportuários criticam futura concessão ao setor privado Concessão de aeroportos causará perda de receita, diz Infraero Lula confirma concessão do Galeão e Viracopos, diz Cabral Novo aeroporto em São Paulo deve ser privado, diz Jobim BNDES deve concluir estudo sobre aeroportos até março Das medidas anunciadas, só uma vigora Especial sobre a crise aérea    No início deste mês, o ministro da Defesa, Nelson Jobim confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a realização de estudos para a concessão à iniciativa privada dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e Viracopos, em Campinas (SP). A modelagem de privatização será avaliada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a expectativa é de que estes estudos estejam concluídos ao final do primeiro trimestre de 2009. A iniciativa teria sido tomada como forma de acelerar os investimentos necessários para a adequação da infra-estrutura, devido à Copa de 2014.   Ao apresentar o plano estratégico do governo para o modal aéreo no Estado, incluindo o aeroporto de Confins e entorno, Athayde revelou que o governo mineiro e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) deverão firmar um acordo de cooperação técnica para revisar o chamado plano de operações do aeroporto de Confins, já a partir de 2009.   Movimento no terminal   Depois de ter passado vários anos com alto índice de ociosidade, Confins passou a concentrar o maior número de vôos com destino a Belo Horizonte, que antes eram direcionados ao Aeroporto da Pampulha, em 2005. O número de passageiros no aeroporto foi de 389 mil em 2004 e deve chegar a 5,3 milhões este ano.   A estimativa é transformar Confins em um "hub", de forma a concentrar chegadas e saídas numa base principal, oferecendo vôos com conexões aos passageiros. O plano de desenvolvimento do Aeroporto Tancredo Neves pretende ampliar a capacidade atual de 4 milhões para 20 milhões de passageiros/ano dentro de 25 anos e mais 150 mil toneladas de transporte/ano de carga. Para isso, o governo pretende pleitear à Infraero a construção de um novo terminal de passageiros, que poderá consumir investimentos de R$ 140 milhões e a construção de uma segunda pista, para duplicar o tráfego aéreo.   Paralelamente, o aeroporto Tancredo Neves já detém autorização para operar como Aeroporto Indústria, o que permite as empresas que se instalarem na área tratamento tributário diferenciado, tanto para a importação de componentes como para a exportação de produtos acabados. Até o final de outubro, a secretaria espera divulgar o nome da empresa vencedora da licitação para iniciar as obras de infra-estrutura, que terá uma área de 46 mil metros quadrados, dividida em nove lotes e demandará investimentos de R$ 10 milhões.

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