Washington Alves/Reuters
Washington Alves/Reuters

Governo de MG confirma ao menos 7 mortos em tragédia em Brumadinho

Foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas

Redação, O Estado de S. Paulo

25 de janeiro de 2019 | 20h59
Atualizado 26 de janeiro de 2019 | 08h03

O governo de Minas Gerais confirmou na noite desta sexta-feira, 25, que pelo menos sete pessoas morreram atingidas pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda não há identificação das pessoas que morreram. 

Segundo o governo, foram retiradas nove pessoas com vida da lama e cerca de 100 pessoas ilhadas foram resgatadas. Dados repassados pela Vale ao governador de Minas, Romeu Zema (Novo), indicaram que havia 427 pessoas no local - e 279 foram resgatadas vivas.

Segundo o governo, são cerca de 150 pessoas desaparecidas vinculadas à empresa.

Até o início da madrugada deste sábado, 24 pessoas deram entrada em hospitais e unidades de pronto-atendimento em Brumadinho, Sarzedo, Betim e Belo Horizonte, segundo lista divulgada pelo Corpo de Bombeiros. Duas pessoas já haviam recebido alta.

Quase 100 bombeiros foram deslocados para a região para buscar pessoas desaparecidas. O contingente, segundo o governo de Minas Gerais, será dobrado a partir da madrugada deste sábado, 26.

'Dano humano será maior'

Em entrevista nesta sexta-feira, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, se disse "arrasado". "Dessa vez o dano ambiental será muito menor que em Mariana, mas o humano será maior", disse Schvartsman, recém-chegado de Davos, na Suíça.

Schvartsman se refere ao rompimento de uma barragem da Samarco em Mariana (MG), em novembro de 2015. A lama atingiu o distrito de Bento Rodrigues, matando 19 pessoas. 

Secretaria determina suspensão de atividades

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) determinou na noite desta sexta-feira, 25, a suspensão imediata de todas as atividades da mineradora no local e a abertura imediata de um canal onde houve acúmulo de sedimentos que interrompem o fluxo natural do curso d’água. Segundo a Semad, também foi determinado o rebaixamento do nível do reservatório da barragem VI e o monitoramento da qualidade da água no Rio Paraopeba. 

Buscas e luto

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou que as buscas foram retomadas por volta das 8h deste sábado, 26. O trabalho havia sido suspenso durante a madrugada, período que foi dedicado ao cadastramento de famílias da região. O Governo de Minas decretou luto de três dias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.